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A um ‘passinho’ do paraíso

Gonçalenses vão tornar o sonho em realidade ao ter um centro cultural próprio para atividades

relogio min de leitura | Redação 31 de julho de 2015 - 08:57

Grupo que trabalha divulgando funk ganhou espaço para desenvolver diversas atividades

Foto: Alex Ramos

Por Marcela Freitas

O sonho vislumbrado por jovens gonçalenses, há 14 anos, está prestes a se tornar realidade. Depois de muitas batalhas, os representantes do Movimento Cultural Rede Funk Social conquistaram a sua primeira sede própria e, em breve, a escola estadual desativada José Augusto Domingues, no Boassu, se transformará no Centro Cultural Casa do Funk.

A iniciativa partiu do governador Luiz Fernando Pezão que durante o programa itinerante “Fale com a Gente”, do Governo do Estado, que esteve no Instituto de Educação Clélia Nanci, em Brasilândia, São Gonçalo, em março, recebeu os jovens para uma breve conversa e, após ouvir sobre o projeto, prontamente aceitou o pedido e disse já conhecer a história de luta dos gonçalenses.

“Quando comecei a falar do projeto, ele disse que já nos conhecia através das histórias contadas pelo Marcelo, do Afroreggae. Falamos, então, da necessidade de ter uma sede e do interesse em ocupar as instalações da escola desativada. Na mesma hora, ele chamou os secretários de Cultura e de Educação e disse que era para eles tomarem conta do nosso processo de perto, pois ele estava nos cedendo a escola”, disse o produtor cultural Renato Souza, de 33 anos.

Ainda segundo Renato, ele recebeu das mãos de Pezão o seu telefone pessoal e emails para que eles mantivessem contato. “Senti muita verdade no que ele nos falou. Ele poderia ter criado vários empecilhos e não o fez. Ele pediu para manter contato”, contou.

Nos últimos três meses, foram feitos reparos na estrutura, que sofreu desgaste do tempo e com ações de vandalismos. “Estamos tentando colocar a casa em ordem. Muitas coisas foram furtadas. Estamos buscando parcerias para que possamos ativar o espaço com cursos de capacitação e especialização em música”, explicou.

História – O movimento cultural surgiu, em 2001, e foi criado por Renato, o MC Patrão, Cristiano Tavares, Cristiano DJ, Reginaldo Andrade, R MC e Júlio César, o Mr Brother. Neste período, mais de 300 jovens passaram pelo projeto que funcionou em escolas e, até o início deste ano, funcionava de maneira itinerante nas comunidades.

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