Comerciante morre na BR-101 ao bater e capotar com carro

Emilson bateu com carro na defensa metálica da rodovia e capotou com o veículo em Guaxindiba
Foto: Alex RamosDurante três dias na semana, a rotina do peixeiro Emilson de Oliveira Alfradique, 54 anos, era a mesma: acordar de madrugada, dar um beijo na esposa, tirar o carro da garagem e seguir com destino ao Mercado de Peixe São Pedro, em Niterói, onde comprava pescado para vender em sua peixaria, em Tanguá, onde residia.
Mas na manhã de ontem, uma tragédia interrompeu essa rotina: Emilson morreu ao capotar com seu Gol verde, quando voltava para casa, na BR-101, na pista sentido Itaboraí, na altura do km 304, em Guaxindiba.
Emilson saiu de casa como fazia sempre, às 3h10, para buscar os peixes e, na volta perdeu o controle do veículo, bateu na defensa metálica que divide as pistas e capotou várias vezes e, por conta de ferimentos no pescoço, não resistiu e morreu ainda no local.
Funcionários de um posto de combustíveis acionaram o socorro e sinalizaram a pista até a chegada da Autopista Fluminense. A esposa de Emilson, a vendedora Alcenir Alves Alfradique, 52, contou que o marido era de uma família de pescadores e, há mais de 40 anos, trabalhava com a venda de pescados.
Casada com Emilson há 25 anos, ela não conteve a emoção ao encontrá-lo sem vida. “Meu marido fazia sempre o mesmo trajeto. Como precisava chegar bem cedo em Niterói, ele não dormia direito. Mas nunca se envolveu em acidentes”, disse.
Ainda segundo Alcenir, ela estranhou a demora do marido, que costumava voltar para casa para tomar café com ela e só depois seguia para o comércio. “Meu cunhado foi quem me deu a notícia. Ele me falou do acidente, mas não esperava encontrá-lo morto. Sei que a vida a Deus pertence, mas não sei como viverei sem ele”, lamentou.
Acidente causou engarrafamento

Por conta do acidente, parte da pista foi bloqueada no sentido Itaboraí. O trânsito foi desviado pela área de um posto de combustíveis e o engarrafamento chegou a dois quilômetros.
Enquanto o corpo da vítima era retirado do interior do veículo, moradores do entorno aproveitaram o fim da perícia para saquear toda a carga de peixes. Parte dela ficou espalhada pelo chão e outra parte foi retirada de dentro do veículo.
“Esse vai ser meu almoço e jantar. Se eu chamar todo mundo do quintal para comer é capaz de nem dar”, disse um pedreiro, de 63 anos. Além do pescado, populares levaram também as caixas onde eram armazenadas os peixes.
