Greve dos rodoviários vai retirar 423 coletivos da população de São Gonçalo

Detro continua na cidade para proibir circulação de vans
Foto: Leonardo FerrazUsuários de ônibus podem ser afetados pelo possível retorno do transporte alternativo em São Gonçalo. O Sindicato dos Trabalhadores em Transportes Rodoviários de Passageiros de Niterói a Arraial do Cabo (Sintronac) promete paralisação, caso as vans sejam autorizadas a circular na cidade.
De acordo com o presidente do Sintronac, Rubens dos Santos Oliveira, a greve ocorrerá dentro da legalidade, mantendo 40% da frota nas ruas. “Nossa manifestação será dentro do que determina a Justiça. Vamos manter 40% da nossa frota nas ruas, ou seja, 285 veículos. Com isso, objetivamos chamar a atenção das autoridades para mostrar que as vans apenas atrapalham o bom desenvolvimento do trabalho rodoviário”, disse.
Para o sindicato, o retorno das vans pode acarretar na diminuição da geração de empregos nas empresas de ônibus e seria um investimento errado, já que, para eles, São Gonçalo precisaria de mais opções de transporte de massa. “O município precisa de transportes de massa. O investimento deveria ser em BRTs, metrô e não neste tipo de transporte. Eles não são fiscalizados, ameaçam os rodoviários, não acrescentam em nada”, finalizou Rubens.
A frota municipal de ônibus em São Gonçalo é composta por 708 veículos. São transportados, por mês, 4,038 milhões de passageiros pagantes (média de 134,6 mil por dia) e 1.413.118 com direito a gratuidade (média de 47.100 por dia). O total por mês é de 5.451.144 pessoas transportadas pelos ônibus municipais, com média diária de 181.700.
Rubens ainda destaca que o transporte alternativo também não cumpre a função social dos ônibus, que é a gratuidade para os que têm direito a ela, como estudantes, idosos e deficientes. “Além disso, o transporte alternativo não paga impostos e, em caso de acidente, o passageiro não tem a quem recorrer para assegurar seus direitos”, disse Rubens.
O protesto dos rodoviários, marcado para o próximo dia 29, deve ser realizado em frente a Câmara de Vereadores do município. O objetivo é obter dos vereadores uma resposta negativa a nova tentativa da prefeitura em regularizar o transporte alternativo.
