‘Em passos de tartaruga’
Obras do Hospital da Mãe, ao lado da UPA do Colubandê, seguem quase paradas

É visível o ritmo muito lento da construção, que tem previsão de estar pronta até dezembro
Foto: Alex RamosPor Elena Wesley
Sinal de alerta para a conclusão das obras do Hospital da Mãe, no Colubandê, em São Gonçalo, até dezembro conforme antecipou O SÃO GONÇALO no início do ano. Isso porque apesar do Governo do Estado informar que a construção não está totalmente paralisada, muitos moradores não acreditam que o prazo será cumprido, por conta do pouco movimento de operários no local.
“Eu venho aqui na UPA (que fica ao lado) ao menos uma vez por mês porque meus filhos têm bronquite mas nunca vejo ninguém nessa obra. Só ontem que eu vi (última terça). Meu marido é pedreiro e diz que essa obra poderia levar três anos, mas pelo visto nesse ritmo vai levar ao menos 10”, afirmou a dona de casa Sandra Nascimento Costa, mãe de quatro filhos.
Opinião é compartilhada por outros moradores da cidade, como Cristiane Pereira, de 20 anos.
“Poucas vezes eu vejo alguém trabalhando nessa obra. Acho que vai demorar muito ainda para acabar tudo”, disse a jovem.
Quem também está ansiosa pela entrega da obra é a Prefeitura de São Gonçalo. Isso porque a inauguração do complexo formado pelo Hospital e a Clínica da Mãe irá desafogar o fluxo de pacientes no Hospital Luiz Palmier, no Zé Garoto. Somente em maio deste ano, a unidade municipal realizou 388 cirurgias, entre partos de mães de “primeira viagem”, cesáreas multíparas (quando há mais de um filho), além de outras intervenções com pacientes gestantes.
A nota oficial da Empresa de Obras Públicas do Estado do Rio (Emop) justifica que o andamento da obra foi afetado pela contenção de gastos estabelecida pelo governador Luiz Fernando Pezão devido à crise econômica mas diz que o prazo para término será cumprido.
“A obra segue em ritmo mais lento, aguardando a liberação de recursos. Não há comprometimento na conclusão do Hospital da Mãe”, diz a resposta sintética da Emop.
Números - Segundo o Governo do Estado, o complexo voltado para a saúde da mãe e do bebê terá capacidade para realizar 10 mil consultas e aproximadamente 800 partos por mês, além de oferecer especialidades e estruturas voltadas para o público gestante, como UTI neonatal, salas com equipamento ultrassom e de raios-X, entre outras.