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Contas de água ‘nas alturas’

Morador do Gradim ‘sofre’ com cobranças que ultrapassam o valor de R$ 1 mil

relogio min de leitura | Redação 21 de abril de 2015 - 23:24

As contas `pularam` de R$ 62,97 para R$ 1.431,15, para desespero do morador do Gradim

Foto: Luiz Nicolella

Por Renata Sena

O responsável pelo sustento da casa, normalmente calcula o valor das despesas fixas mensais em sua residência, não é mesmo? Mas em São Gonçalo, isso nem sempre pode acontecer. Depois do grande aumento na conta de luz, moradores da cidade estão sofrendo com a instabilidade no valor das tarifas cobradas pelo consumo da água, que de um mês para o outro chega a ter um aumento de mais de R$ 1 mil.

Como aconteceu na casa do assessor de eventos Floriano de Souza Macedo, de 62 anos, que viu sua conta de água ‘pular’ de R$ 62,97 em dezembro de 2014, para R$ 1.431,15 em janeiro de 2015.

Porém o problema não para por aí. Assustado com o valor da conta, o assessor foi até à Cedae e depois de quase um mês de espera, um técnico da empresa foi até a casa dele, na Rua Capitão Inácio da Silva, no Gradim, em São Gonçalo. “Ele veio aqui e em poucos segundos, disse que não havia irregularidade no hidrômetro. Que tinha um vazamento interno”, contou Floriano, que começou uma ‘saga’ em busca de ajuda.

Com a informação do técnico da empresa, Floriano buscou ajuda de especialistas, que não encontraram vazamento algum em sua residência. Mas, a busca pelo suposto vazamento teve fim em março, quando a conta chegou no valor de R$ 110,64. Porém em abril, nova ‘dor de cabeça’: a conta chegou custando R$ 1.006,48, e mais uma vez, modificou o orçamento da casa, onde residem somente três pessoas.

“Como existe um problema que vaza um mês sim outro não? Se tem problema eles tem que mandar alguém vir resolver. É só eles passarem o valor do conserto que eu pago. O que eu quero é resolver meu problema”, desabafou Floriano.

Outra coisa que assusta os moradores da residência é que mesmo sem água, o hidrômetro continua girando. “Além de pagar esse valor altíssimo, somos obrigados a driblar a falta de água. Aqui, só cai água da rua, três dias por semana. Como pode custar isso tudo?”, questionou o assessor.

Em nota, a Cedae informou que encaminhou o problema para análise do departamento comercial. “Vale destacar, nestes casos, em que o hidrômetro gira sem que haja água, é preciso que o morador contrate um bombeiro hidráulico para fazer uma varredura no imóvel, pois na maioria dos casos, o problema decorre de vazamento encoberto”, finalizou a empresa.

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