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‘Radical’ mesmo é ser seguro

relogio min de leitura | Redação 30 de março de 2015 - 18:55

Além de equipamentos básicos, é preciso também ter atenção à postura corporal

Foto: Luiz Nicolella

Por Dayse Alvarenga e Matheus Merlim

O uso do equipamento de segurança é indispensável na prática de todo e qualquer esporte. Mas muitos ainda insistem em associar proteção com caretice. Episódios como o do skatista Ricardo Pinheiro Lopes, que morreu recentemente, após cair de cabeça durante uma manobra no Skatepark Carlos Alberto Parizzi, em São Francisco, Niterói, servem de alerta para que atletas não se exponham aos riscos de lesões graves. No caso específico do skate, são utilizados como acessórios de prevenção: capacete afivelado, cotoveleiras, joelheiras e luvas, além de tênis próprio para a prática.

O professor de Educação Física e especialista em treinamento desportivo, Daniel Marinelli, de 27 anos, explica que diversas contusões podem ser evitadas com o uso intensivo da proteção.

“É importante que o skatista esteja vestido com trajes apropriados e que verifique o material de segurança corretamente. O uso dos acessórios é indispensável. O objetivo é sempre minimizar o risco de possíveis lesões ocasionadas pelas quedas, que são frequentes nesse esporte. As contusões mais comuns nos praticantes acontecem geralmente em três partes do corpo: tornozelo, joelho e punho”, argumentou.

Um grupo de skatistas gonçalenses, que treinam na Rua Vitória, na Trindade, mas que frequentam a pista em São Francisco, contam que os equipamentos já os salvaram de um possível acidente mais grave.

“Assim como outros esportes, o skate é feito de tentativa e erros. Cair é certo. Se não fosse o capacete, por exemplo, poderia ter acontecido algo grave comigo. Em véspera de competição, eu treinava uma manobra mais ousada e me desequilibrei. Por sorte, senti apenas dores na nuca”, revelou a gonçalense e vice-campeã brasileira na modalidade downhill (ladeira) em 2014, Andreya Barros, 21.

Os amigos Romero Amaral, 16, Filipe Torres, 13, Lázaro Souza, 17, Anderson Miranda, 19 e Raíssa Souza, 18, também acreditam na eficácia dos equipamentos e garantem até que os acessórios ajudam na hora de produzir as manobras.

“Não adianta ser radical e perder a vida. Ser radical mesmo é ser saudável e seguro. É importante que os atletas experientes se conscientizem cada vez mais os iniciantes. Algumas manobras até dependem dos acessórios, como jogadas de chão e de joelho, na modalidade downhill”, encerraram.

Postura adequada - Outro ponto importante que o especialista chama atenção é sobre os cuidados básicos com a saúde corporal.

“A postura do atleta tem relação com o índice de lesão, por isso é recomendável que uma pessoa que nunca utilizou o skate, procure inicialmente um instrutor para conhecer as técnicas de iniciação”, afirmou Daniel Marinelli.

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São Gonçalo é referência na modalidade ‘downhill’

Que São Gonçalo é berço de grandes craques da bola, isso todo mundo já sabe. Mas o que muita gente desconhece é que revelações do skate, também naturais da cidade, vêm ganhando destaque nas principais competições nacionais. O município concentra atualmente o foco da modalidade “downhill” de todo o Estado do Rio de Janeiro.

E para celebrar a importância da cidade no cenário esportivo, a partir do dia 24 de maio, acontecerá, na Trindade, o 1º “Circuito Gonçalense de Skate de Ladeira” (CGSL). O evento é organizado pelo atual campeão brasileiro Brucy Campagnucci e pela vice-campeã brasileira pela Slide Liga e terceira colocada no ranking brasileiro da Confederação Brasileira de Skate (CBSK), Andreya Barros, juntamente com Rodrigo Henrique e Maykel Amorim, experientes na organização de eventos de skate de ladeira em São Gonçalo há mais de 10 anos.

Para contemplar e avaliar a competição, foi convidado um skatista profissional da modalidade, natural de São Paulo, onde a prática foi desenvolvida de forma pioneira. O circuito será apenas para iniciantes e terá três etapas. A primeira acontece no dia 24 de maio; a segunda, em 16 de agosto e a terceira, 20 de novembro. Os locais ainda estão sendo negociados com a Prefeitura.

Após as três etapas, terá uma festa de encerramento e premiação dos melhores no ranking do circuito. O formato do CGSL seguirá os eventos oficiais e regras da CBSK, adaptadas com regras mais modernas da Slide Liga Brasil, que também avalia manobras de street inseridas na modalidade de ladeira.

Serão premiados os cinco primeiros de todas as modalidades, que serão: DHS masculino e feminino, DHL masculino e feminino e full slide (rodas com dureza abaixo de 90A).

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