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Arte crítica em São Gonçalo

Jovens artistas formaram grupo há um ano para produzir cultura ‘engajada’ na cidade

relogio min de leitura | Redação 23 de maio de 2015 - 23:36

Grupo vai estrear em junho espetáculos teatrais debatendo os preconceitos racial e contra a mulher

Foto: Leonardo Ferraz

Por Dayse Alvarenga e Matheus Merlim

Há cerca de um ano, um objetivo em comum uniu o destino de nove gonçalenses: a iniciativa de produzir arte. Seja por meio do teatro, música, artes plásticas, fotografias ou até com projetos cinematográficos, para o Grupo Mundé é indiferente, pois o que realmente importa é trazer ao debate público questões sociais - relação opressor e oprimido - através da sutileza com que as intervenções artísticas atingem cada espectador.

“Nossa ideia é ter uma iniciativa artística de modo a dialogar com a população sobre temas sociais, com foco especial às questões que ainda carregam muito preconceito, como intolerância aos cultos afro-brasileiros. Nossas iniciativas são, de certa maneira, pedagógicas no âmbito de trazer a reflexão”, foi o que resumidamente contaram Carla Santanna, 20, Édipo Ferreira, 27, Nicolle Longobardi, 21, Reinaldo Dutra, 30, Nathan Zimbrão, 20, Jamille Almeida, 23, e Nathália Pletz, 20, sete dos nove integrantes. Fazem parte também o ator e performer Fernando Porto, 23, e a filósofa Jackeline Marins, 51.

O Grupo Mundé é totalmente independente e tem na sua formação profissionais e estudiosos de artes e humanidades. O nome do coletivo é derivado de sua origem, já que foi fundado no bairro de Mundel, onde ainda ocorrem os ensaios da companhia. De acordo com os integrantes, “Mundel” significa “armadilha”. “Pensar na arte como uma armadilha para tudo aquilo que nos oprime é o nosso mote principal”, relataram.

Estreia - Em junho, eles vão estrear pela primeira vez em espaços culturais de São Gonçalo, aproveitando a reabertura dos espaços Casa Villa Real, no Zé Garoto, e da Lona Cultural Lidía Maria da Silva, conhecida como “Lona Cultural”, no Jardim Catarina. Ambos espetáculos são de teatro, sendo um a “Dama in Vitro – ensaio para galeria/casa”, que trata da opressão do feminino de ontem e hoje; e o outro é o “Orobô”, que dialoga sobre a opressão ainda sentida pela maioria dos afro-descendentes.

Do dia 12 ao dia 14, Orobô será encenado sempre às 18h, na Lona Cultural, que fica localizada na Praça Jornalista Valfrido Rocha, no Jardim Catarina, com classificação livre. Já nos dias 20 e 27, é a vez de “Dama in Vitro – ensaio para galeria/casa” estar em cartaz, às 19h, na Casa das Artes Villa Real, que fica na Rua Coronel Moreira César, s/n, no Zé Garoto, com classificação 16 anos. Ambos ingressos serão vendidos a R$4 (estudantes) e R$8.

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