Um incêndio muito estranho
Polícia apura causas de incidente que destruiu parte da sede do Conselho Tutelar de Alcântara

O fogo destruiu muitos processos que estavam em andamento ou em fase de análise pelo Conselho
Foto: Luiz NicolellaPor Sérgio Soares e Aysha Guerreiro
Policiais da 74ªDP (Alcântara) abriram inquérito para apurar as circunstâncias do incêndio que destruiu o interior da sede do Conselho Tutelar III, na Rua Arthur Silva, no Alcântara, em São Gonçalo. Na madrugada de quarta-feira, vizinhos notaram grandes chamas no local e acionaram os bombeiros, que conseguiram conter o fogo.
Depois de uma vistoria no prédio, ainda pela manhã, a perícia trabalha com a hipótese de um incêndio criminoso, devido a evidências de arrombamento e ao fato de a sala da presidência, onde eram mantidos processos comprometedores e delicados, ter sido uma das mais afetadas. A Defesa Civil, também já vistoriou o local, e o laudo sairá em breve.
Ainda muito abalada, a presidente do Conselho, Cristiane Oliveira, diz que no local é oferecido um serviço de refêrencia na cidade. “Temos muito orgulho do trabalho que fazemos lá. Era tudo muito bem estruturado”, disse ela.
Sobre o andamento dos processos mantidos pelo Conselho Tutelar III, após uma reunião com o Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente (CMDCA), até o dia 4 de janeiro as demandas serão absorvidas pelos Conselhos Tutelares I e II. “As atividades não irão parar. Utilizaremos o período até o início do janeiro para resgatar os processos que sobraram, e a partir do dia 4 voltaremos a atuar provisorimente no prédio anexo da Prefeitura, em frente ao 7ºBPM em Alcântara, até que o prédio seja reformado”, informou.
Fogo em depósito volta a assustar na Trindade
Por Daniella Scaffo
Os moradores da Trindade estão sofrendo transtornos com um incêndio de origem desconhecida em um depósito de plásticos no cruzamento das Ruas Porto Alegre e Bauru. O fogo começou na noite da último dia 12 e foi controlado por equipes do Corpo de Bombeiros de três quartéis - do centro do Rio, de Niterói e de São Gonçalo. Na madrugada de quinta-feira, as chamas voltaram a se alastrar e se aproximar das residências vizinhas, alarmando as pessoas.
“Duas caixas d’água da minha casa pegaram fogo da última vez, e meu muro está mole por causa do incêndio na fábrica. Cheguei a ficar quatro dias sem luz também. Mesmo com todos esses problemas no dia do primeiro incêndio, o Corpo de Bombeiros está demorando para vir nessa segunda vez”, contou a doméstica Vânia Lúcia dos Santos, de 68 anos.
Ainda segundo moradores, foram realizadas diversas ligações para o quartel durante a noite de ontem, que informou que apenas uma viatura estaria disponível para controle de incêndio em São Gonçalo.
“A hora que desabar tudo, eles vem. Ainda tem o risco de estarmos respirando essa fumaça tóxica”, contou o auxiliar técnico, Sílvio Sandro Alves, 46 anos.
A assessoria de imprensa do Corpo de Bombeiros informou que por volta de 14h30, uma equipe foi encaminhada ao local para conter o incêndio.