Funcionária pública em ‘pé de guerra’ com a Ampla

Raquel afirma que valor das contas saltaram para R$ 437 sem nenhum critério de cobrança
Foto: Julio DinizA funcionária pública Raquel Rodrigues da Silva, de 39 anos, moradora da Rua Oreste Barbosa, no Galo Branco, em São Gonçalo, quer ‘esquecer’, literalmente, o que passou em 2015 por causa de problemas com a concessionária de energia Ampla. Raquel afirma ter prejuízos por causa de problemas causados pela companhia nos últimos meses.
Transtornos - A implantação de um chip em sua residência, em meados do ano passado, teria originado os transtornos. Quando pagava em média, R$ 74 e R$ 120, as contas começaram a vir em torno de R$ 300 e ela, mais uma vez, precisou contestar. Raquel não usa ar-condicionado, liquidificador ou microondas. E tem apenas uma geladeira, uma televisão e ventiladores comuns.
No fim do ano passado, ela recebeu contas de R$ 300, de R$ 380, R$ 299 e até de R$ 407. A última, o valor a pagar foi reduzido para R$ 89. Na época, técnicos da Ampla alegaram ter encontrado na casa da cliente, medidor com defeito e chip queimado.
Quando Raquel pensava que tudo estava normalizado, as contas de maio, junho e julho chegaram com valor muito acima. Enquanto a cliente contestava os valores, no dia 7 de julho cortaram mais uma vez a sua energia. A questão só foi resolvida com o parcelamento da dívida e depois do primeiro pagamento.
Dando continuidade ao impasse, a conta de outubro passado chegou com o valor de R$ 298, a de novembro R$ 389, e dezembro, R$ 437. Todas estão sendo contestadas e por conta da falta de pagamento, ela teve o fornecimento de energia cortado na terça-feira. A energia somente foi restabelecida depois que a cliente ameaçou ir à polícia fazer um registro de ocorrência, mas ela já tinha acumulado um prejuízo de mais de R$ 1 mil.
A Ampla informou que em relação à possíveis danos à aparelhos elétricos, segue a Resolução 414 da Aneel, que estabelece todo procedimento a ser feito pelas distribuidoras de energia elétrica em caso de ressarcimento. A empresa acrescenta que, de acordo com a resolução, o cliente deve se encaminhar a uma loja ou entrar em contato com a Central de Relacionamento, através do 0800 28 00 120, no prazo de 90 dias corridos, a contar da data provável da ocorrência do dano no equipamento.