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A saúde que gera ‘dor de cabeça’

Demora em Unidades de Pronto Atendimento em SG fazem usuários passarem transtornos

relogio min de leitura | Redação 08 de dezembro de 2015 - 20:29

Sônia Maria Morais peregrinou durante dois dias pelas UPAS da região, mas Não conseguiu resvolver seu problema, Em Santa Luzia, demora irritou usuários

Foto: Alex Ramos

Por Marcela Freitas

Há dois dias, a doméstica Sônia Maria Morais, de 63 anos, peregrina por Unidades de Pronto Atendimento (UPA), em busca de respostas para as dores no corpo, nos olhos e manchas vermelhas na pele. Mas, a solução para seu problema parece estar longe do fim. Segundo pacientes, a máquina que analisa o sangue na UPA de Santa Luzia, em São Gonçalo, está quebrada e, sem o exame, os doentes não conseguem ter certeza do diagnóstico. O resultado disso são remédios paliativos para passar a dor sem que o problema seja realmente tratado.

De acordo com Sônia, a suspeita dos médicos é que ela esteja com Zica Vírus, e, para se certificar do diagnóstico, o Clinico geral pediu que ela fizesse exame de sangue, mas como a máquina estava quebrada, foi orientada a voltar na manhã de ontem, e, acabou tendo a mesma resposta do dia anterior: Volta amanhã.

“Estive aqui na segunda-feira porque não estava aguentando de tanta dor. O médico pediu que eu fizesse um hemograma, mas não consegui. Me mandaram voltar hoje (Ontem). Minha família então me levou a outras unidades da UPA no Colubandê e também noFonseca, em Niterói. Mas como estavam lotadas pediram que eu voltasse a unidade mais próxima da minha casa. Estou aqui e me mandaram voltar amanhã. Sem saber o que realmente tenho, não posso me medicar corretamente. Isso é um desrespeito com a população”, reclamou Sônia.

Outra que também não conseguiu realizar o exame foi à vendedora Vânia as Silva Ferreira, 36. “Estou com o corpo coberto de manchas e dores nas articulações. Cheguei por volta das 6 horas da manhã e colheram meu sangue. Falaram que o resultado sairia em três horas e nada. Depois de muito esperar, me informaram que a máquina está quebrada e pediram para eu voltar a tarde. A única medicação que me indicaram foi soro”, revelou Vânia.

Com uma forte crise alérgica, o eletricista Wagner Macedo disse que esperou mais de duas horas pelo atendimento na UPA de Santa Luzia. “O atendimento aqui é sempre muito demorado. Para conseguir, cheguei bem cedo. Quem chega tarde chega a esperar mais de 5 horas”, afirmou.

Além dos problemas com maquinários e atendimento, pacientes relatam que a limpeza do local está deixando a desejar e, nos banheiros faltam até papel higiênico. “Temos um único banheiro comum a homens, mulheres e crianças. A pia está entupida e a limpeza parece não ser feita há muito tempo. O descaso é muito grande”, contou o lanterneiro Wilson Dias, 36 anos.

Colubandê- Na UPA do Colubandê os problemas se repetem. Além da superlotação do local, pacientes reclamam da demora do atendimento. “Me colocaram na fila de prioridade porque o médico achou que eu estava enfartando. Mesmo com esse cuidado, esperei quase duas horas. Já teve dias em que cheguei aqui passando mal e fiquei mais de 8 horas aguardando”, disse a dona de casa Lucimar de Souza, 51 anos.

Outro que também precisou esperar foi o pintor Carlos Eduardo Vieira dos Santos. “Estou com dores na coluna há 15 dias. Depois de esperar mais de duas horas, fui atendido e recebi o encaminhamento para um ortopedista. Por conta dessas dores, não consigo trabalhar”, afirmou.

A coordenação da UPA São Gonçalo 1 (Colubandê) informou que a paciente Sônia Maria Moraes Ribeiro procurou a unidade nesta terça-feira (8/12), tendo sido atendida, avaliada e liberada em seguida. A coordenação da UPA esclarece que não há registro de entrada da paciente na segunda-feira (07/12). A coordenação da unidade informa ainda que a equipe médica da UPA São Gonçalo 1 está completa nesta terça-feira (8/12), com cinco clínicos e três pediatras, tendo realizado, até o momento, o total de 116 atendimentos, sendo 81 de clínica médica e 35 de pediatria.

A coordenação da UPA São Gonçalo 2 (Santa Luzia) informou que o laboratório de análise de exames da unidade está funcionando normalmente, sem relato de que haja qualquer equipamento quebrado. Informa ainda que desconhece a informação de falta de limpeza e material de higiene pessoal, como o citado na demanda, no banheiro de uso comum da unidade. Os funcionários de limpeza estão atuando normalmente na unidade, no entanto, vale ressaltar que o bom uso dos sanitários é também de responsabilidade dos usuários. Nesta terça-feira (08/12), a equipe médica da unidade está completa, tendo realizado, até o momento, o total de 139 atendimentos, sendo 94 de clínica médica e 45 de pediatria.

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