Martírio continua para os segurados do INSS

André Luis não conseguiu fazer a perícia médica: só em janeiro
Foto: Leonardo FerrazPor Daniela Scaffo
Com apenas cinco médicos peritos (de uma equipe de 10) trabalhando, em função da greve que já dura quatro meses, segurados estão sofrendo para ser atendidos no posto do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), no centro de São Gonçalo. Em função do problema, os exames estão sendo remarcados para janeiro.
“Sofri um acidente e precisei fazer cirurgia num dos olhos. Meu benefício acabou em setembro. Hoje vim aqui reagendar o exame e só consegui marcar para o ano que vem. Como vou ficar até lá sem receber?”, reclamou o ajudante de caminhão André Luiz Gussate, 37.
Pai de cinco filhos e morador do Colubandê, ele contou sua luta para dar entrada no benefício. “Fui trabalhar ontem, mas falaram para eu voltar para casa e só retornar com o laudo do médico. Sou casado e tenho filhos para criar. Quem vai comprar comida para eles?”, questionou.
O mesmo ocorreu com o lanterneiro Rogério Souza, 48, que sofreu uma arritmia cardíaca no início do ano e implantou cinco pontes de safena. “Meu benefício termina agora no fim do mês. Marcaram para o final de janeiro a consulta. Disseram que vai demorar esse tempo todo por causa da greve dos peritos”, explicou.
Há dois dias a equipe de reportagem do O SÃO GONÇALO aguarda uma resposta da assessoria de do INSS sobre os problemas citados na matéria.