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São Gonçalo já têm 13 cracolândias

Levantamento da Secretaria de Segurança localizou pontos de consumo da droga em vários bairros

relogio min de leitura | Redação 18 de novembro de 2015 - 21:04

Em Neves, usuários de crack saíram da Coruja e invadiram as instalações de um Ciep abandonado

Foto: Alex Ramos

Por Marcela Freitas

São Gonçalo tem 13 grandes cracolândias espalhados pelo município. O levantamento faz parte de um estudo feito pela Secretaria de Segurança Pública da cidade. Os bairros com maior concentração de usuários de crack são Neves, Jardim Catarina e Salgueiro. Ontem, OSG percorreu alguns desses pontos.

Em Nova Cidade, usuários de drogas tomaram conta de um posto de gasolina desativado, na Rua Nilo Peçanha e, no Alcântara, o extinto Hospital Santa Maria, também foi invadido após o encerramento de suas atividades.

Ainda segundo o levantamento, a maior “cracolândia” funciona no Ciep Willy Brandt (desativado), na Rua José Aparecido dos Santos, em Neves. O local foi invadido por usuários de drogas que “fugiram” do Complexo da Coruja, após instalação de uma Companhia Destacada do 7ºBPM.

No Ciep, diferente dos outros pontos em que os usuários só são vistos à noite, eles se concentram em plena luz do dia. No local diversas histórias se cruzam, entre elas, a de uma ex-moradora do Morro do Bumba, que sonha em ser incluída no programa ‘Minha Casa, Minha Vida’.

“Eu só queria uma casa para ter dignidade. Sempre falei para meus filhos (ela é chamada de mãe pelos outros usuários) que conseguiria uma casa”, disse. Ela contou que começou a usar drogas ainda jovem e ao longo dos anos perdeu sua referência familiar.

Outro que frequenta o local é o ex-técnico naval B., 33, oriundo do Complexo da Coruja.

Guardas municipais vão ajudar no combate

Na tentativa de mudar essa realidade, a Prefeitura de São Gonçalo formou 45 guardas municipais, que se juntaram a outros 120, para atuar no Programa ‘Crack, é Possível Vencer’, executado pelos ministérios da Justiça, da Educação, Saúde e Desenvolvimento Social, em parceria com governos estaduais e municipais.

Os agentes vão atuar em três micro-ônibus, que servirão de bases móveis de videomonitoramento, além de motos e viaturas que irão ajudar nas operações.

Cada um dos coletivos conta com câmeras de segurança, internas e externas, salas de controle, computadores, torres de controle, além de três cabines de monitoramento.

“Os ônibus vão se deslocar até um local pré-determinado e de lá irão emitir sinais para a nossa central de videomonitoramento. Nossa função é dar segurança às equipes médicas e de assistência social que estarão fazendo contato com os usuários.

A aproximação deles é difícil, mas estamos preparados com consultórios de rua para fazer a pré-avaliação e identificar as necessidades”, afirmou o subsecretário de Segurança Pública de São Gonçalo, coronel Miguel Mendonça.

“É admirável que tenhamos esse tipo de aparato tecnológico em nossa cidade para ajudar a combater esse mal que destrói tantas e tantas famílias. Tive a oportunidade de conhecer de perto todo esse dispositivo, agora disponível e entregue a excelentes profissionais capacitados à operá-lo. Tudo isso não seria possível sem o apoio do Governo Federal que firma essas parcerias com os municípios. Nossa cidade foi a 16ª do Brasil a implantar este programa”, disse o prefeito Neilton Mulim, falando ainda sobre os agentes que já foram formados para o projeto.

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