Museu da Ilha das Flores firma convênio com órgão dos EUA

Protocolo de intenções entre os museus foi assinado ontem
Foto: DivulgaçãoPor Marcela Freitas
Representantes do Centro de Memória da Imigração, na Ilha das Flores, em São Gonçalo, assinaram, na manhã de ontem, um convênio de cooperação técnica com o maior museu de imigração do mundo, o Ellis Island, em Nova Iorque. Assim como a Ilha das Flores foi um marco histórico na imigração e migração do Brasil, o Ellis Island é a principal entrada de imigrantes nos Estados Unidos.
De acordo com o professor e coordenador do Museu a Céu aberto da Ilha das Flores, Luis Riznik, o protocolo de cooperação prevê a discussão de projetos futuros e tem validade de um ano a partir de sua assinatura. “Estamos estreitando laços com o maior museu de imigração do mundo. Pretendemos intercambiar conhecimento efetivo sobre imigração e metodologias de museu”, contou.
O também coordenador Rui Aniceto explicou que o Centro de Memória tem muito a ganhar com a assinatura deste protocolo. “O nosso grande esforço do centro de pesquisa é integrar a Ilha das Flores aos outros museus de imigração. Já temos parcerias com São Paulo, Argentina, Canadá e agora Estados Unidos. Com isso, colocamos o nosso centro de memória neste circuito da imigração. E temos o diálogo com estes principais países receptores de imigrantes desde o século XIX”, ressaltou.
A diretora do Museu de Imigração de Ellis Island, em Nova Iorque, Diana Pardue, disse que o protocolo entre os museus vai permitir múltiplos entendimentos. “Com outros museus, estamos expandindo conhecimentos. Inclusive em outros países. Com isso, vamos aumentar o nosso número de pesquisas”, afirmou.