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Idoso encontra dificuldades para mudar de plano de saúde

relogio min de leitura | Redação 05 de novembro de 2015 - 20:55

Jorge recebeu a carta do atual plano de saúde, há uma semana, e não consegue contratar outro

Foto: Alex Ramos

Há uma semana, o aposentado Jorge de Oliveira Filho, de 74 anos, foi pego de surpresa ao receber em sua casa, em São Gonçalo, um comunicado de seu plano de saúde informando o fim de suas atividades no próximo dia 13.

Na carta enviada pelo Sind Saúde Assistência Médica, o plano informa que a Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) concedeu, em 10 de setembro, o prazo de 60 dias para que os pacientes migrassem para outros planos sem prejuízo de sua carência. Entretanto, o idoso recebeu o comunicado, há sete dias, resumindo assim, o tempo para conseguir mudar de plano.

Cliente do Sind Saúde há oito anos, o idoso teme não conseguir trocar de plano, bem como manter o valor pago mensalmente de R$ 479. “Eles não me deram qualquer alternativa. Me deixaram literalmente à deriva. Estava realizando exames de rotina que precisarão ser interrompidos. Não tenho como pagar também o dobro do que pago hoje”, disse Jorge.

Ainda segundo Jorge, sua filha procurou alguns corretores de planos de saúde e foi informado a ela que a carência total só é mantida para clientes com até 58 anos. No caso dele, apenas exames e consultas serão mantidas. Ainda segundo os corretores, a empresa Sind Saúde é proprietária de outro plano e estaria apenas modificando o nome. “Eles não poderiam fazer isso com os clientes. É um absurdo deixar um cliente por causa da idade. O mínimo que deveriam fazer, por respeito ao tempo em que fui cliente, era me auxiliar nesta migração para um novo plano. Tenho menos de 10 dias para fazer”, reclamou.

Em nota, a assessoria de imprensa da ANS informou que a operadora teve sua portabilidade extraordinária decretada em setembro. O beneficiário deve se dirigir a outra operadora portando identidade, CPF, comprovante de residência e, pelo menos, quatro boletos pagos. A operadora deverá aceitá-lo imediatamente sem restrições. A Sind Saúde informou que tudo foi efetuado dentro das normas da ANS e nos prazos previstos em lei e que a informação de que a Sind Saúde mudou de nome não procede.

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