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Cemitérios recebem 120 mil

Parentes visitam túmulos de entes queridos em São Gonçalo e Niterói no Dia de Finados

relogio min de leitura | Escrito por Redação | 02 de novembro de 2015 - 21:02

Só o Cemitério Maruí, no Barreto, recebeu cerca de 80 mil pessoas durante todo o dia de ontem

Foto: Filipe Aguiar

São Gonçalo e Niterói receberam, juntas, mais de 120 mil pessoas nos cemitérios no feriado de Finados. A movimentação começou, na última sexta-feira, mas o maior número de visitas aconteceu ontem, quando também foram celebradas missas e vendedores aproveitaram a data para ganhar uma renda extra.

Só o Cemitério do Maruí, Barreto, recebeu 80 mil pessoas. De acordo com o administrador do Cemitério, Getúlio Cardoso, a movimentação foi além da expectativa. “Estávamos esperando um grande público, mas por razão do feriado prolongado, esperávamos um número menor”, contou.

Em São Gonçalo, os cemitérios São Gonçalo e São Miguel foram os mais visitados. A aposentada Dilcimar Almeida, 58, contou que não abre mão da tradição. “Sempre trago rosas para meu pai, sogra e sobrinha. Éramos muito próximas”, disse. É também no Cemitério São Miguel que George Savalla Gomes, o Palhaço Carequinha, está sepultado. Familiares homenagearam sua lembrança com vasos de flores.

Como faz todos os anos, a funcionária pública Maria Lucia Costa, 68, foi homenagear seus familiares no Maruí. “Meu pai e tios estão enterrados aqui. Sempre venho nesta data”, contou.

Um dos túmulos mais visitados é o do menino Paulo César de Souza Medina, o Paulinho Milagreiro, que morreu afogado aos 8 anos na Lagoa de Piratininga. Desde que morreu, em 1972, muitos milagres foram atribuídos a Paulinho. Durante o feriado de finados, os devotos depositam brinquedos no túmulo. “Consegui minha casa própria graças à intercessão dele. Vim trazer um carrinho em forma de agradecimento. Essa era a minha maior angústia e foi solucionada. Conheci a história dele através da minha irmã que conquistou algumas bênçãos também”, contou a doméstica Mônica Miranda, 39, moradora de Tenente Jardim.

Trabalho garante renda extra em época de crise

Para o entregador de gás Maxuel Figueiredo, 22, morador do Jardim Catarina, São Gonçalo, a data é sinônimo de renda extra. “Meu pai trabalha aqui e, desde os 14 anos, venho nesta data do ano lavar os jazigos. Esse é o primeiro túmulo que estou lavando, mas espero conseguir bem mais”, disse ele, que cobra de R$ 10 a R$ 30 por trabalho.

Para os comerciantes de flores, esse é o “grande Natal”. É nesta época que a procura por flores aumenta. De acordo com a comerciante Marisa Gonçalves, 71, que há 40 anos mantém uma loja no Barreto, as flores que mais saem são monsenhor, palmas e rosas. “Estamos vendendo bem. Normalmente, trabalho com mais um ajudante, mas hoje temos oito pessoas trabalhando de extra”, contou.

Marisa trabalha, há 40 anos, vendendo flores no Barreto (Foto: Filipe Aguiar)
Marisa trabalha, há 40 anos, vendendo flores no Barreto (Foto: Filipe Aguiar)

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