Um novo talento gonçalense

Pablo (1º em pé à esquerda) interpreta, pelo menos, quatro personagens da história do samba, entre eles Natal da Portela
Foto: DivulgaçãoJovem mas promissor. Assim podem ser definidas a vida e a carreira do cantor e dançarino Pablo Dutra, de apenas 22 anos, que acaba de despontar no cenário artístico ao lado de grandes nomes conhecidos, entre eles Diogo Nogueira. Morador de São Gonçalo desde que nasceu, Pablo acaba de fazer parte do elenco de “Sambra”, musical sobre os 100 anos do samba, escrito e dirigido por Gustavo Gasparini. No espetáculo, Pablo interpreta, pelo menos, quatro personagens marcantes para a história do samba, entre eles o bicheiro Natal, um dos fundadores da escola de samba Portela.
“Para participar de ‘Sambra’ precisei fazer várias audições e concorrer com mais de 100 candidatos. Já tinha feito outras audições para espetáculos, como ‘Rei Leão’ e ‘Rock in Rio’, mas esse foi especial porque era preciso que todos do elenco soubessem fazer tudo, ou seja, além de cantar e dançar, precisava ser bom na hora de atuar”, contou o ator, todo feliz.
Ao lado de grandes nomes da música e da dramaturgia no espetáculo, como Diogo Nogueira, Catia Cabral, Paulo Mazzoni e outros, o gonçalense, que já tem uma canção pop gravada de forma independente, acredita que isso é apenas o começo e já tem outros planos para a carreira.
“O musical ficou em cartaz no Rio de Janeiro mas já fizemos apresentações também em São Paulo, no Espaço América. A expectativa é voltar a se apresentar em junho, mas tudo depende de agenda. Até lá, pretendo lançar minha segunda música de trabalho, ‘Sexta-feira’ e também vou fazer parte de um curta-metragem dirigido por Edgar Campos, no qul serei protagonista com a Thaís Lírio”, contou.
Carnaval - Envolvido com o mundo da música e da dança desde os 9 anos, quando a avó o incentivou a participar de apresentações na igreja, Pablo Dutra também integrou a comissão de frente no Carnaval deste ano, na escola de samba União da Ilha do Governador, ao lado de grandes artistas, como a atriz Cacau Protásio.
“Recebi o convite para a comissão de frente durante a audição para o musical. Foi uma rotina dura durante dois meses, com ensaios das 10h até a noite nos dois lugares, mas com certeza valeu a pena. Foi meu primeiro ano com uma escola do Grupo Especial”, revelou o jovem artista.
Elogios - Além dos contatos profissionais, Pablo comemora também as amizades conquistadas nas ocasiões, como a do coreógrafo Patrick Carvalho e da atriz Cacau Protásio.
“Ele tem um grande futuro com certeza. Durante os ensaios, era só alegria, brincávamos direto. Foi muito bom. Tanto que não nos desgrudamos mais. E o musical foi maravilhoso, do tipo que dá vontade de ir de novo. O Pablo funcionou muito bem no personagem que foi dado a ele”, comentou a atriz Cacau Protásio, que atingiu grande popularidade com a personagem Zezé, na novela “Avenida Brasil”.
Izak Dahora brilha na TV e no cinema

Com a tradição de ser a “cidade dos artistas” por conta do nome do santo violeiro (São Gonçalo), outro jovem talento também brilha no meio artístico nacional há 15 anos. Ele é Izak Dahora, 27, que depois de despontar, nos anos 2000 como Saci, da versão contemporânea do “Sítio do Picapau Amarelo”, na TV Globo, o ator está prestes a brilhar mais uma vez no teatro na peça “Contra o vento”, que entra em cartaz no próximo dia 16, no Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB), no centro do Rio.
Desde a sua estreia no “Sítio”, Izak também já fez outros papeis marcantes na TV, como na série “Brava Gente” em 2001, “Toma Lá Dá Cá”, em 2008, além do personagem Pixixo no filme “Alemão”, no ano passado, onde atuou ao lado de nomes consagrados da teledramaturgia como Antônio Fagundes.
“Sempre foi um sonho fazer cinema, e com o Pixixo tive uma atuação determinante no filme, porque mesmo ele aparecendo em momentos pontuais, é através dele que algumas ações começam a se desenrolar no filme. Foi uma grande oportunidade para que cada vez mais novas portas sejam abertas”, conta o ator que também é músico.
Izak Dahora vê, com alegria, outros gonçalenses despontarem nas artes.
“Acho que a cidade sempre teve pessoas muito talentosas. Infelizmente é a oferta cultural que ainda falta. Para conciliar os trabalhos no teatro e na TV, por exemplo, precisei me mudar. Mas desejo que esse crescimento continue, inclusive no aspecto cultural de forma geral, para que os próprios artistas de São Gonçalo possam voltar e fazer algo na cidade de onde saíram”, disse Izak acrescentando uma crítica. “Tenho um orgulho enorme de ser gonçalense, mas não é o que acontece com todo mundo. Vários artistas preferem omitir a origem, ou dizem que são de Niterói, quando na verdade são de São Gonçalo. É uma pena”, completou.