Gonçalenses esperam liberação de pensão e aposentadoria do INSS

Edivaldo, de 65 anos, que trabalha desde os 10 anos, deu entrada na aposentadoria há seis meses
Foto: Alex RamosPor Marcela Freitas
Dois gonçalenses vivem um mesmo drama relacionado ao Instituto Nacional de Seguridade Social (INSS). Apesar de darem entrada para receber pensão e aposentadoria, eles ainda estão sem respostas. O caso da costureira Solange Maria Teixeira Mesquita, de 59 anos, já completou dois anos. E do auxiliar administrativo Edivaldo Conceição de Oliveira, 65, já se arrasta por seis meses sem qualquer solução.
Há dois anos, Solange teve a pior perda de sua vida: a morte do filho. Robson Teixeira Mesquita, 34, morreu em 2013, vítima de um acidente automobilístico. O sofrimento da mãe ainda é intenso e agravado por outro problema: a burocracia para conseguir que o INSS libere a pensão a que tem direito por conta do óbito.
Durante todo esse tempo, a vida da costureira se resumiu a fazer visitas constantes ao posto do INSS de São Gonçalo. Após apresentar uma série de documentações, que lhe assegura o direito ao benefício, Solange continua sem respostas. “Meu filho era caldeireiro no Comperj. Ele era solteiro e vivia comigo. Me ajudava em tudo e a renda dele completava a minha”, disse Solange.
Trabalhando como costureira, Solange enfrenta uma tendinite que não lhe permite pegar muitos trabalhos. “Sofro com uma lesão no punho pelo esforço repetitivo. Mesmo debilitada, pego algumas costuras para levar a vida. Mas não está sendo fácil. Não estou pedindo nada que não seja um direito meu. Não vejo a hora desse pesadelo acabar”, lamentou.
Assim como Solange, Edivaldo passa pelos mesmos transtornos. Em abril deste ano, ele deu entrada em sua aposentadoria e aguarda pelo tão esperado descanso. Edivaldo, que trabalha desde os 10 anos, diz que está cansado de tanto descaso. Ele passa seus dias ligando para o telefone 135 e acessando o site da ouvidoria do INSS, mas apesar de todo empenho, nenhuma resposta é dada.
“Comecei a trabalhar ainda criança como datilógrafo para ajudar a família. Quando pude assinar a minha carteira, trabalhei em bancos e cartórios. Preciso descansar. Não é justo que o contribuinte passe por todo esse drama. Não estou pedindo favor”, disse.
Enquanto a aposentadoria não é liberada, ele precisa trabalhar. “Estou trabalhando de forma autônoma. Não posso parar.
Quero que esse problema seja resolvido logo”, contou. A assessoria de imprensa do INSS foi procurada, mas não deu retorno até o fechamento desta edição.