Motoristas sofrem para liberar seus carros rebocados em São Gonçalo

Escrito por Redação 15/10/2015 22:17, atualizado em 15/10/2015 22:17
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Além de penalizados com a ‘indústria’ de multas aplicadas por fiscais da Secretaria Municipal de Transportes em várias ruas de São Gonçalo que não possuem placas com a proibição de estacionar, motoristas reclamam da burocracia para liberarem os carros rebocados.

“Eles criaram uma burocracia desnecessária para que seu carro fique mais tempo no depósito e você seja obrigado a pagar mais pelas diárias”, critica Anderson Ramos, 38. Morador do Pacheco, ele faltou ao trabalho na expectativa de recuperar o carro, rebocado na última sexta-feira, na Lagoinha. “De acordo com o Detran, eu teria até o fim de dezembro para realizar a vistoria. Mas na sexta-feira fui parado e mesmo mostrado o Duda pago, os fiscais levaram meu carro”, contou.

Por demora no atendimento, ele quase teve que pagar mais uma diária no depósito da Secretaria Municipal de Transporte, na Estrela do Norte, na terça-feira.

Ao chegar ao local, Anderson encontrou falta de informações e 30 pessoas que tiveram seus carros rebocados, aguardando um atendente para esclarecer dúvidas. “Me cobraram R$147,40 pelo reboque e pela diária. Mas a forma de pagamento foi o que mais me indignou. Quero saber para onde vai esse dinheiro”, salienta.
Segundo ele, o pagamento é exigido em forma de depósito bancário e não em boleto, sistema que permite pagamento em qualquer banco.

Quem também questiona o método de pagamento é João Ernesto de Moraes, morador de Guaxindiba, que perdeu as contas de quantas vezes esteve no depósito. “Eles nos dão informações em parcelas. Fui ao Poupa Tempo, às 8h, para buscar a declaração de ‘Nada Consta’. Quando cheguei aqui, às 9h, me exigiram outros documentos”, reclamou.

À tarde, a odisseia ganhou novos capítulos: sem conta corrente na Caixa, João recorreu à filha para efetuar a transferência. “Se minha filha não tivesse conta, eu não teria solucionado o caso. Não quero justificar o erro com o carro (que não estava vistoriado), mas eles colocam barreiras para que você não consiga se regularizar”, reclamou João.

Alex Mendonça, 26, não teve a mesma sorte e saiu do depósito ‘a pé’. “Alegaram que o valor da transferência não constava na conta e, por isso, terei que voltar. Será mais um dia sem trabalhar”, lamentou o comerciante. Em 40 minutos que a equipe de OSG esteve no local, pelo menos quatro carros chegaram ao depósito, todos rebocados por veículos sem identificação da Prefeitura.

 

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