‘Big Brother’ contra o crime

Sistema de câmeras ajuda a monitorar bairros da cidade e conter ações ilegais nas ruas

Enviado Direto da Redação

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As câmeras já ajudaram as autoridades a esclarecerem crimes no município de São Gonçalo

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Por Marcela Freitas

São Gonçalo tem seu ‘Big Brother’. Estranho? Nem tanto. O moderno sistema de câmeras instaladas em diferentes pontos da cidade, completa em 2016 seis anos de funcionamento, caracterizando-se não apenas como um simples circuito de observação, mas uma eficiente ‘arma’ contra a criminalidade, que ajudou a polícia a desvendar vários casos, que vão de simples agressões, a acidentes e homicídios em plena luz do dia.

Na última segunda-feira, um caminhão foi flagrado por câmeras da Central de Videomonitoramento da Secretaria de Segurança Pública de São Gonçalo jogando entulho de obras e lixo em um terreno em frente ao Detran, no bairro de Neves. Pela placa, a prefeitura identificou o caminhão como sendo de uma construtora. A empresa será notificada e a multa pode a chegar a R$ 4 milhões.

Atualmente, o município conta com 23 câmeras espalhadas pelos bairros de Jardim Catarina, Alcântara, Ponte Seca, Neves, Itaúna, Trindade, Santa Luzia, Mutondo e Centro. Mas a eficiência do sistema fará as autoridades ampliarem o número de câmeras esse ano.

Através de parcerias com o banco Itaú e a Associação Viver Bem, o município ganhará mais 150 câmeras que vão contemplar todos os bairros.

De acordo com o Coordenador do Centro Integrado de Operações de Segurança Pública (CIOSP), Helder Garcia, essa parceria garantirá mais segurança à população.

“Firmamos uma parceria com o Banco Itaú e vamos ter acesso a todas as imagens externas, das áreas onde estão localizados os bancos”, afirmou. Além disso outras 150 câmeras, deverão ser instaladas até fevereiro, em uma parceria com a Associação Viver Bem.

Gravações são guardadas pelo período de 30 dias

A Central de Videomonitoramento foi projetada em 2008, mas só em 2010 as câmeras foram instaladas. O Município foi contemplado com um programa do Ministério da Justiça, que disponibilizou verba para 16 câmeras. Entretanto, o programa ficou parado por algum tempo, por falta de manutenção. Sendo retomada no atual governo com 23 câmeras. Todas as imagens ficam armazenadas por até 30 dias, mas a ideia é que esse tempo aumento para três meses.

Durante todo este período, os agentes conseguiram gravar imagens de acidentes, cenas de sexo e até um homicídio, ocorrido no bairro de Santa Luzia.

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