Falta de luz após furto de fiação prejudica alunos em escola estadual de São Gonçalo há mais de um mês
A instituição atende estudantes do ensino médio e fundamental

Há mais de um mês, alunos do Colégio Estadual Professora Antonieta Palmeira, no Colubandê, em São Gonçalo, sofrem com falta de energia após furto da fiação elétrica. Desde então, as aulas acontecem de forma híbrida: os estudantes vão à instituição pegar as atividades, que depois são recebidas pelos professores. A instituição atende estudantes do ensino médio e fundamental.
"Eu me lembro exatamente do dia, foi 2 de março, a primeira segunda-feira do mês. A gente chegou aqui e do nada estava sem luz e a gente teve que voltar obrigatoriamente para casa. Foi horrível esse dia", disse o estudante Matheus Filadelfo, 18.

Apesar da solução provisória com as aulas híbridas, a situação está difícil de ser mantida por conta do calor.
"Hoje, por exemplo eu vim só para assinar o meu nome. Tem prova, e para fazer a prova tem que usar uniforme sem ar-condicionado, sem ventilador, sem nada. É horroroso. Você vem para cá (escola) todo mundo estressado, a gente não aprende nada. (...) A gente olha para o estado do Rio de Janeiro, porque é escola estadual, e vê o problema da segurança pública porque antigamente ainda tinha respeito pelo ambiente escolar e se o ambiente escolar, que é sagrado, eles não respeitam mais, em que lugar a gente vai estar seguro? Se na escola que é lugar de menor de idade, de adolescente, pessoas que não podem se defender, não é mais respeitado?", desabafou o aluno.

Procurada, a Secretaria Estadual de Educação (Seeduc) informou que "realizou vistorias em todas as unidades afetadas por furtos de cabos de energia, incluindo o Colégio Estadual Professora Antonieta Palmeira.
No caso da unidade, a pasta esclarece que já foram adotadas as providências administrativas necessárias para a execução dos reparos, com os recursos devidamente empenhados. Neste momento, a Seeduc aguarda a formalização contratual por parte da concessionária de energia para o início das intervenções, que contemplam esta e outras escolas impactadas.
Os alunos estão sendo atendidos com aulas remotas até que a situação seja normalizada. A Seeduc-RJ segue acompanhando o caso de forma prioritária para restabelecer, o mais breve possível".



