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Jovem de 22 anos sofre novo acidente de moto ainda em tratamento

“São traumas cada vez mais desafiadores", alerta especialista

relogio min de leitura | Escrito por Redação | 04 de abril de 2026 - 13:04
Hospital Estadual Alberto Torres (Heat)
Hospital Estadual Alberto Torres (Heat) -

Operado há um ano após um acidente com moto e ainda em tratamento, um homem de 22 anos voltou a dar entrada no centro de trauma do Hospital Estadual Alberto Torres (Heat), em São Gonçalo, na manhã deste sábado (04). Com fratura exposta no fêmur e tíbia, o homem foi levado ao centro cirúrgico em caráter de emergência pois corria risco de morte. Outras 12 pessoas também deram entrada na unidade após acidente envolvendo moto durante a madrugada.

O acidente com o jovem ocorreu no bairro do Jardim Catarina. Ele foi socorrido pelo Corpo de Bombeiros e recebido no HEAT pelo ortopedista Carlos Neves, coordenador do serviço de ortopedia e que o operou há un ano. O médico garante que os acidentes sobrecarregam a unidade e esses casos adiam cirurgias agendadas.

“São traumas cada vez mais desafiadores. São politraumatizados e polifraturados em que há necessidade de implantes especiais de alto custo, medicações de alto custo, mais tempo de terapia intensiva e tempo estendido de internação hospitalar, ocupando leitos. Depois dessa assistência, a vítima ainda tem um longo percurso em reabilitação porque o paciente não sai apto para voltar às atividades sociais e laborativas. Ele continua gerando um alto custo para o Estado”, concluiu o médico.

O alto índice de acidentes com moto, além de lotar as emergências e as enfermarias, também impacta diretamente no banco de sangue do hospital, quantidade de insumos e material e em procedimentos agendados, como cirurgias e até captação de órgãos, por exemplo.

"Temos que frear estes números. São acidentes que podem ser evitados. Diariamente homens, mulheres, jovens, idosos e crianças entram nas emergências com diversas contusões, lesões ou ferimentos em várias partes do corpo, que demandam cuidados especializados, além de exames de imagens e intervenções cirúrgicas. Muitos saem bem, outros com graves sequelas, mas alguns não sobrevivem", explica o médico Marcelo Pessoa, coordenador do Centro de Trauma do Hospital Alberto Torres.

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