Estado negocia redução de taxa do pegágio da Via Lagos

A rede hoteleira pede apoio para melhorar as vias de acesso

Enviado Direto da Redação
O vice-governador Cláudio Castro chegou a Búzios de helicóptero e apertou a mão de políticos locais.

O vice-governador Cláudio Castro chegou a Búzios de helicóptero e apertou a mão de políticos locais.

Foto: Prensa de Babel


Pode parar na justiça o imblóglio para reduzir o pedágio da RJ-104, a Via Lagos, via de acesso à Costa do Sol, que é o principal destino turístico do Estado do Rio. A possibilidade foi levantada pelo vice-governador Cláudio Castro num encontro com empresários do setor de turismo de Búzios.


O objetivo da reunião foi discutir a retomada das atividades turísticas após a pandemia do Covid-19. Os representantes da rede hoteleira pediram apoio para melhorar as vias de acesso, mais segurança e divulgação da Costa do Sol. Castro chegou a Búzios de helicóptero.


De 12 horas de sexta-feira até 12 horas de segunda-feira, além dos feriados, os motoristas de carros de passeio pagam R$ 20,60 de pedágio na Via Lagos; durante a semana, a tarifa cai para R$ 12,40. A rodovia estadual, concedida à CCR, tem 55 quilômetros e liga Rio Bonito a São Pedro da Aldeia.


"Estamos em negociação com a CCR para encontrarmos uma solução para a Via Lagos. Eu mesmo estou conduzindo a negociação, mas o caso é complexo e nosso Direito não é bom por causa de uma série de aditivos do contrato de concessão. A negociação é perene, mas está perto do processo de judicialização após a pandemia se não acharmos uma solução para reduzir o pedágio", disse o vice-governador.


Thomaz Weber, hoteleiro de Búzios e ex-presidente da Turisrio, falou em nome do trade turístico e pediu melhorias do turismo rodoviário, que, segundo pesquisas, será o mais utilizado após a pandemia. Ele também cobrou o uso turístico e nova delimitação do Parque Estadual da Costa do Sol, que vai de Saquarema a Búzios em áreas segmentadas. Hoteleiros também reclamam da falta de fiscalização do Detro nos ônibus e vans piratas que circulam nas rodovias.


"As cidades turísticas precisam de rodovias em bom estado e bem sinalizadas. No nosso caso, também precisamos de segurança, especialmente no trecho Niterói - Manilha da BR 101, onde ocorrem muitos assaltos", lamentou o empresário.


Cláudio Castro disse que a política de segurança do governador Wilson Witzel reforçou o efetivo da PM com 800 homens e renovou a frota de veículos das delegacias e batalhões. Ele não anunciou, contudo, reforços para o 25º BPM (Cabo Frio), responsável pela segurança em sete municípios da Região dos Lagos. Castro disse que o estado está investindo na melhoria das rodovias e duplicando o trecho São Pedro-Búzios, da RJ-106.


Ex-presidente da Empresa de Turismo de Niterói, o jornalista Paulo Freitas, que passa a metade do mês em Búzios, lamentou que a falta de critérios do DER, órgão estadual, na colocação de redutores de velocidade nas rodovias estaduais de acesso à Costa do Sol. Foram instalados novos equipamentos e a velocidade reduzida para 50 quilômetros por hora. Lembou que os postos do BPRv, na Via Lagos, e da PRF, em Rio Bonito, fecham uma pista mesmo sem operações de fiscalização, retendo o trânsito desnecessariamente.


"As rodovias, inclusive a Via Lagos, têm várias pegadinhas com “pardais” que atrapalham o turismo. Além disso, tem os assaltos na Niterói - Manilha e a má conservação das vias internas de Búzios. Para chamar o turista, primeiro é preciso pensar na infraestrutura", reclamou Freitas, que mora em Geribá, onde criou o SOS Búzios.


Cláudio Castro anunciou que se reuniu com os grupos Globo e Record para lançar uma campanha destinada ao turismo regional.  Segundo ele, a grande maioria dos moradores da Região Metropolitana do Rio, que concentra 70% dos fluminenses, só conhece bem as praias do Rio e alguns poucos restaurantes da rede de gastronomia.


"Estivemos há pouco em Gramado e constatamos que o forte do turismo lá vem da região metropolitana do Rio Grande do Sul. O estado esqueceu o turismo regional ao longo da história. As pessoas passaram a procurar os destinos internacionais para verem as mesmas coisas que temos aqui, pagando muito mais caro", disse Castro, que estava acompanhado da Secretária estadual de Turismo, Adriana Carvalho.


O vice-governador informou também que intercedeu pessoalmente para que o Rio tenha réveillon. "Quando soube que o prefeito anunciou que não ia fazer o réveillon do Rio, eu mesmo liguei para tirar isso da cabeça do Crivella", lembrou.


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