Cabo Frio retira 400 toneladas de plantas aquáticas das praias
A Seas acredita haver indícios de crime ambiental

A prefeitura de Cabo Frio, na Região dos Lagos, segue o trabalho de limpeza das praias atingidas pelas plantas aquáticas provenientes da cidade de Carapebus, distante 127 km. Para amenizar os estragos da chuva, a prefeitura do município do Norte Fluminense reabriu a ligação das lagoas com o mar. Gigogas e taboas pegaram embalo nas correntes do Oceano Atlântico e chegaram aos montes às praias da Região dos Lagos, alterando as belezas naturais que atraem milhares de turistas no verão.
Segundo a assessoria de comunicação da prefeitura de Cabo Frio, as equipes de limpeza continuam a retirar o material orgânico, principalmente da praia do Peró, que recebeu no início deste mês o selo azul, de local sem qualquer tipo de poluição. Praias de Tamoios, Conchas e do Forte também estão com as areias sujas de plantas mortas. Outras duas cidades registram a presença das gigogas: Arraial do Cabo e Búzios.
A secretaria estadual do Ambiente e Sustentabilidade (Seas) acredita haver indícios de crime ambiental. O Ministério Público Federal abriu uma investigação para apurar o caso. Técnicos do Governo do Estado sobrevoaram a região e apontam que mais plantas vão chegar ao litoral nos próximos dias. Embora a quantidade tenha diminuído, ainda há plantas à deriva e sendo arrastadas pelas correntezas.