Policial e funcionária pública são investigados por ligação com o tráfico em Arraial
Policial também é acusado de dar informações da polícia para traficantes

O Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ) realizou uma operação para cumprir mandados de busca e apreensão contra um policial federal, que já está preso, e sua esposa, que atua como secretária de Educação de Arraial do Cabo, no Rio de Janeiro.
Leonardo Carvalho Siqueira e Monica Nilze Porto Vieira são suspeitos do crime de lavagem de dinheiro. Eles teriam participação em uma organização de tráfico de drogas que atuava nas cidades de Cabo Frio, São Pedro da Aldeia e Arraial do Cabo e foi extinta pelas operações Dominação e Dominação II.
O policial também é acusado de conceder oportunidades e facilidades para o chefe do grupo na cadeia. O criminoso estava no Presídio Ary Franco e utilizava equipamentos proibidos, como celulares, além de ter alimentação especial e receber a visita de pessoas não cadastradas na Secretaria de Estado de Administração Penitenciária (Seap).
O casal teve a quebra do sigilo bancário quebrado pela Justiça. Com isso, segundo o MPRJ, foi possível perceber o “incremento patrimonial da família, tendo este ocorrido de forma totalmente incompatível com a renda declarada". Entre 2011 e 2016, por exemplo, a família tinha movimentado o valor de R$ 10.902.710,83 a mais do que a renda declarada. Além de ter um patrimônio com três imóveis e um terreno em Arraial do Cabo, uma sala comercial e dois imóveis no Rio e um em Cabo Frio. O casal também tinha a cota de participação em dois hotéis.
Também de acordo com o MPRJ, "os denunciados ocultaram e dissimularam a origem e a propriedade dos bens e valores provenientes, direta ou indiretamente, do tráfico ilícito de entorpecentes e dos peculatos praticados em prejuízo do município de Arraial do Cabo e da Ecatur, realizando movimentação bancária incompatível com a renda declarada, notadamente através da realização de despesas mediante a utilização de cartões de crédito vinculados a instituições diversas, com o intuito de diluir os valores e não chamar a atenção dos agentes financeiros".
O policial está em prisão preventiva na Cadeia Pública Constantino Cokotós, em Niterói, e foi condenado em primeira instância por ser suspeito de fornecer informações aos traficantes de drogas sobre as investigações que participava como agente da Polícia Federal. Com relação a secretária, foram aplicadas medidas cautelares e ela não pode mais exercer seu cargo público.