Instagram Facebook Twitter Whatsapp
Dólar R$ 5,0748 | Euro R$ 5,8452
Search

Polícia identifica seis suspeitos de torturar vigias em Cabo Frio

Duas das vítimas seguem desaparecidas e buscas são realizadas na cidade

relogio min de leitura | Redação 31 de julho de 2019 - 18:54
Os bandidos teriam confundido as vítimas com milicianos
Os bandidos teriam confundido as vítimas com milicianos -

Os vigias Éder Henrique, de 32 anos, e Luiz Paulo, de 29, do Espírito Santo, continuam desaparecidos após terem sido sequestrados por traficantes da Comunidade do Lixo, no bairro Manoel Correia, em Cabo Frio, no último sábado (27). Os bandidos teriam confundido as vítimas com milicianos. Um terceiro vigia conseguiu escapar e pediu ajuda para policiais.

Os agentes fizeram buscas nesta terça-feira (30) para tentar encontrar os outros dois vigias. De acordo com a Polícia Civil, seis suspeitos de envolvimento no sequestro e tortura dos três vigias já foram identificados. O homem que conseguiu escapar contou que os criminosos obrigaram os vigias a cavarem as próprias covas deles e os torturaram.

Durante as buscas, a polícia contou com o apoio dos bombeiros e informações da vítima para chegar ao local onde as covas teriam sido cavadas, mas nada foi encontrado. Houve troca de tiros na comunidade e um criminoso ficou ferido. De acordo com a Polícia Civil, ele foi preso em flagrante por tentativa de homicídio contra os policiais, mas não foi reconhecido como um dos sequestradores.

O delegado Sérgio Caldas, responsável pelo caso, disse que os vigias têm uma pequena empresa que faz vigilância noturna não armada e estavam há pouco tempo em Cabo Frio.

Ainda segundo a polícia, os vigias estavam distribuindo panfletos no bairro Guarani, que é próximo à Favela do Lixo. O delegado acredita que os panfletos também chegaram até as mãos dos traficantes.

"Os traficantes não gostaram dessa atividade ali e, na noite de sábado, quando os homens descansavam em um carro, eles foram lá, os renderam e levaram para a Comunidade do Lixo. E lá praticaram a tortura por algumas horas", disse o delegado.

Matérias Relacionadas