Em tempo de prosperidade
Setores imobiliário, de reforma e decoração têm previsão de crescimento para 2017

O ano de 2016 passou sem perspectivas de prosperidade na Região dos Lagos. Mas bons ventos devem soprar a favor em 2017, trazendo otimismo para os representantes de alguns setores, como o o mercado imobiliário, incluindo também as áreas de construção, reforma e decoração.
Apesar da crise econômica no país, atualmente em estagnação, o crescimento do nicho imobiliário, mesmo que tímido, se faz perceptível nos empreendimentos que surgem a cada temporada. Em São Pedro da Aldeia, a construção de unidades do Programa ‘Minha Casa Minha Vida’ abriu perspectivas otimistas no setor. No fim do ano, a prefeitura local, através das Secretarias de Projetos, Urbanismo e Habitação e Assistência Social e Direitos Humanos, entregou 26 apartamentos no bairro Rua do Fogo.
Segundo o engenheiro Salvador Maiques, membro da Associação de Arquitetos e Engenheiros da Região dos Lagos (Asaerla), o momento de investir é agora. “Início do ano é o melhor momento para investir na compra de terrenos, por exemplo. São feitas avaliações, orçamentos, aguarda, e fecha negócio após o Carnaval para possivelmente estar com o empreendimento pronto para o próximo ano”, explica.
Ainda de acordo com o especialista, Cabo Frio é um dos responsáveis pela receita mais expressiva de toda Região dos Lagos. Na Avenida Teixeira e Souza, principal da cidade, são mais de 15 lojas em toda sua extensão que oferecem material elétrico, hidráulico, acabamentos, pisos e azulejos, entre outros materiais. Na Avenida Joaquim Nogueira, no bairro São Cristóvão, na mesma cidade, pelo menos quatro grandes lojas também atendem ao setor de construção. No total, o nicho reúne, em média, 50 lojas no município.
Os valores variam de acordo com o empreendimento e a localização. “No bairro do Foguete, totalmente residencial, sem prédios, há uma crescente construção de casas, que variam a partir de R$400 mil. Em outros locais, apartamentos de dois quartos podem custar a partir de R$500 mil. Já em condomínios na beira das praias, esse valor pode quadruplicar”, concluiu Salvador Maiques. De acordo com assessoria de imprensa da Associação Comercial Industrial e Turística de Cabo Frio (Acia), o setor rende para o município cerca de R$2 milhões anuais. As novos rumos políticos em âmbito federal e também nas cidades onde houve transição de poder são considerados fatores que podem estimular o crescimento do mercado. Para os representantes do setor imobiliário, a Região dos Lagos, pelo grande potencial turístico, tende a ter valorização permanente de imóveis em todas as cidades.