Moradores e comerciantes reclamam da falta de estrutura do Peró e Ogiva

Mesmo depois do Carnaval, os moradores, veranistas e hoteleiros do Peró e da Ogiva, em Cabo Frio, continuaram sofrendo com problemas de mobilidade e irregularidades na coleta de lixo e varrição das ruas. Um dos problemas mais graves voltou a ser registrado na Avenida dos Espadartes, acesso à Ilha do Japonês, onde o acesso é controlado (e cobrado) pela Prefeitura, através da Secretaria do Meio Ambiente. A longa fila de carros de banhistas chegou até a Avenida dos Pescadores, impedindo a entrada de moradores e dos hóspedes dos hotéis do Caminho Verde. “Não foi falta de aviso. Alertamos os responsáveis pela cobrança de estacionamento, mostramos o que iria acontecer. Nada foi feito e o caos está instalado. A intenção é somente arrecadar. O Peró é o bairro que mais gerou recursos para a Prefeitura no Carnaval, mas não houve contrapartida”, lamentou Ângelo Dutra, do Porto Veleiro. A coleta de lixo e a varrição de ruas também enfrentavam problemas. As vias de acesso às praias ficaram com muito lixo e a coleta domiciliar e comercial não foi feita com regularidade. Na semana anterior ao Carnaval, uma comissão de moradores do Peró esteve com o secretário de Mobilidade, Mauro Branco, e o alertou para o problema. O chefe da Guarda Municipal estava presente. Os apelos, contudo, foram em vão.