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Perito identifica partes de corpo

Polícia ainda não concluiu investigações sobre morte de menina atropelada por lancha

relogio min de leitura | Redação 10 de dezembro de 2016 - 09:00
Polícia não conseguiu provas, nem testemunhas de que dono da lancha pilotava sob efeito de álcool
Polícia não conseguiu provas, nem testemunhas de que dono da lancha pilotava sob efeito de álcool -

As investigações sobre a morte da estudante Maria Luiza Santana Serra, 10 anos, atropelada e decapitada por uma lancha, no sábado passado, na Praia do Forte, em Cabo Frio, avançaram, segundo o delegado Renato dos Santos Mariano, titular da 126ªDP (Cabo Frio).

A perícia constatou que os membros encontrados na última quinta-feira, no mar, são partes do corpo da menina. Foi recuperado, também, um biquíni que foi reconhecido pelos familiares como pertencente à criança.

Em nota a imprensa, o delegado contou que foi localizado e ouvido o bombeiro que declarou em um vídeo, divulgado pela imprensa e em redes sociais, que o condutor da lancha estava alcoolizado. Na delegacia, o bombeiro se reconheceu no vídeo e disse que em momento algum teve contato ou avistou o condutor da lancha para poder afirmar ou não que o acusado estivesse sob efeito de álcool na ocasião do acidente.

Ele esclareceu que apenas repassou comentários, para os quais não se preocupou em verificar a veracidade do acidente.

De acordo ainda com a Polícia Civil a delegacia irá encaminhar ofício à Capitania dos Portos solicitando informar se o órgão possui equipamento para verificar alcoolemia (bafômetro) e em caso afirmativo, porque o exame não foi apresentado à Polícia Civil.

Acidente - Além da criança decapitada, outras três pessoas ficaram feridas no acidente. Acusado de homicídio culposo (sem intenção) e lesão corporal culposa, o dono da lancha chegou a ser detido, e passou uma noite na carceragem da 126ªDP (Cabo Frio), mas acabou solto após por determinação da Justiça.

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