Mãe e filha encontradas mortas
Polícia investiga se mulheres se intoxicaram com vegetal venenoso ingerido por engano

Por Sérgio Soares e Laryssa Moura
O que era pra ser somente uma refeição acabou em tragédia. Os corpos de duas mulheres foram encontrados dentro da casa em que moravam, no bairro de Aquários, no segundo distrito de Cabo Frio. Identificadas como Alice da Silva, de 73 anos, e Rosa Maria da Silva, de 46 anos, as duas eram mãe e filha.
A principal linha de investigação é que elas teriam se intoxicado com uma planta venenosa, após prepará-las, por engano, para ingerir como um remédio. A irmã e a filha das vítimas disseram à polícia que a hortaliça ‘couve chinesa’ havia sido recomendada por conta dos benefícios que traz para a saúde.
Ainda de acordo com as informações das duas, a planta foi colhida por elas num matagal e encontrada pela perícia preparada em uma panela. A casa não tinha sinais de arrombamento, não faltava nenhum objeto de valor e os corpos não tinham marcas de violência.
Por isso, a polícia descarta a hipótese de latrocínio (roubo seguido de morte) e também de suicídio. Uma das vítimas estava sentada no sofá e a outra deitada de barriga para baixo.
O exame de necropsia vai apontar a causa exata da morte e o resultado deverá ser divulgado em 30 dias. Segundo ainda informações de familiares, as duas seriam de Nova Friburgo e se mudaram para Cabo Frio há quatro meses. Os corpos foram encaminhados para o Instituto Médico Legal de Araruama (IML) e caso está sendo investigado por policiais da 126ªDP (Cabo Frio).
Planta teria matado 2 em Niterói há 50 anos
Há 50 anos, outros dois casos de mortes provocados por vegetais venenosos, ocorridos no bairro de São Lourenço, em Niterói, intrigram a Polícia do Estado do Rio. No final da manhã do dia 20 de agosto de 1966, um garoto subiu o Morro do Vintém para soltar pipa e se deparou com dois cadáveres em meio à vegetação.
Ao chegarem ao local, os policiais identificaram os corpos de Manoel Pereira da Cruz e Miguel José Viana, junto a um caderno de anotações, alguns bilhetes, uma garrafa de água vazia e duas toalhas. Mas o que mexeu com a curiosidade dos policiais é que as duas vítimas estavam usando capas impermeáveis de chuva e máscaras de chumbo usadas por serralheiros para proteger os olhos.
Ao restituir a trajetória da dupla, a polícia descobriu que eles eram técnicos em eletrônica, com uma paixão incomum por alienígenas e ritos sobrenaturais. Os dois haviam saído de Campos, no Norte Fluminense, carregando algumas economias, depois de avisarem aos familiares que iriam trabalhar fora.
Não havia marcas de violência nos corpos e a polícia chegou a conclusão que eles morreram intoxicados ao ingerirem cápsulas com vegetais alucinógenos durante um ritual.