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Paraolimpíada terá atleta da região na seleção de vôlei

relogio min de leitura | Redação 05 de setembro de 2016 - 12:00
Natural de São Gonçalo, Carlos Barbosa, de 46 anos, atualmente é morador de Rio Bonito, onde mantém um projeto de vôlei
Natural de São Gonçalo, Carlos Barbosa, de 46 anos, atualmente é morador de Rio Bonito, onde mantém um projeto de vôlei -

Por Sérgio Soares e Renê Santos

Superação! Essa é a palavra que resume um atleta paralímpico. E não foi diferente com Carlos Augusto Barbosa. Integrante da seleção de vôlei que disputará os Jogos Paralímpicos no Rio a partir do dia 7, Carlos conheceu a modalidade há 10 anos. E foi através dela que ele conheceu seus limites, o espírito olímpico. E também conheceu o mundo!

Natural de São Gonçalo, Carlos Barbosa, de 46 anos, atualmente é morador de Rio Bonito. Há 20 anos, teve uma séria lesão na coluna que o deixou paraplégico. Ciente da dificuldade que teria para seguir com o esporte, Carlos, mesmo assim, não desanimou. “Há dez anos, conheci o esporte paralímpico através do professor Alexandre Medeiros, da Associação Niteroiense de Deficientes Físicos (Andef). O mesmo me perguntou se eu praticava algum esporte, e de imediato, respondi que antes de me tornar deficiente,jogava vôleibol. Foi então ele me chamou para fazer parte da equipe carioca de vôlei”, contou Carlos.

Após uma semana de treinos, Carlos Barbosa participou de um torneio no Paraná, e sua equipe alcançou o 3º lugar. Em seguida, teve o prazer de ser convocado para integrar a Seleção Brasileira de Vôleibol Paralímpico. E as conquistas não pararam por aí. “Estou há 7 anos na equipe do Sesi-SP, em Suzano. Lá, conquistei inúmeras competições paulistas e brasileiras. Uma das minhas maiores conquistas foi em 2011, quando participei das maiores competições do mundo, o Parapan em Guadalajara, no México, onde eu e minha equipe conquistamos medalha de ouro. Além disso, fui para as Paralimpíadas de Londres, em 2012, e Sarajevo Open, na Bósnia, em 2015, onde conquistamos a prata”, disse.

Atualmente, Carlos, que também é professor de Educação Física, mantém um projeto de vôlei olímpico e paralímpico em Rio Bonito. Além do vôlei, o projeto tem aulas de tênis de mesa olímpico e paralímpico.

“O nosso país precisa dar mais assistência, visibilidade e atenção aos jogos paralímpicos. Dessa forma, inúmeros deficientes terão oportunidades de transformação através do esporte. A prática nos ajuda a superar dificuldades e garantir uma qualidade melhor de vida”, finalizou o atleta.

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