Hospital nega irregularidade

Após a denúncia de que dois funcionários do Hospital Clinerp, em Cabo Frio, estavam vendendo bolsas de sangue, o advogado da unidade de saúde prestou depoimento, ontem, na 126ªDP (Cabo Frio) sobre o caso.
De acordo com a defesa do hospital, os R$ 1,5 mil cobrados ao paciente são referentes à utilização de equipamentos e à mão de obra da equipe de enfermagem. O valor, segundo o advogado, é baseado num guia farmacêutico indicador de preços. Segundo a Polícia Civil, esse tipo de cobrança não é ilegal. Detidos por agentes do Grupo de Apoio à Promotoria (GAP), do Ministério Público Estadual, os dois funcionários do hospital foram liberados, na madrugada de sábado, após prestarem depoimento. A polícia informou que a direção do hospital levou documentos que comprovariam que não houve venda de bolsas de sangue. No entanto, o caso segue sendo investigado.
Recordando - Agentes do MP receberam uma denúncia de que funcionários da unidade de saúde particular estavam cobrando R$ 1, 5 mil pelo fornecimento de duas bolsas de sangue, que seriam usada num procedimento cirúrgico. Tanto o dinheiro quanto o recibo foram apreendidos pela Promotoria, que investiga práticas semelhantes em outros hospitais da região.