Emoções Olímpicas

"Foi arrepiante, jamais pensei em voltar a me emocionar novamente com o esporte", disse o ex-atleta -
Por Marcos Vinicius Cabral
Acostumado a grandes emoções o ex-lateral do Flamengo e Seleção Brasileira Leandro, tradicionalmente chamado de 'Peixe' pelos boleiros, dessa vez cravou seu nome no maior evento esportivo da humanidade, ao trocar os pés pelas mãos para conduzir as chamas olímpicas pelas ruas tradicionais de sua cidade natal. Ainda com um bom preparo físico, o ex-jogador percorreu, aproximadamente, 9km, fezendo com que muitos flamenguistas se lembrassem dos áureos tempos em que desfilava sua categoria pelos gramados.
"Vibrei muito apesar de nunca ter tido a oportunidade de disputar uma Olimpíada na minha carreira, pois me tornei profissional muito cedo. A emoção para mim foi a mesma", disse ele que é considerado um dos maiores laterais do futebol.
Assim como seu companheiro de Flamengo Júnior, que também carregou a chama olímpica na Paraíba mês passado, Leandro diz ter ficado honrado quando soube que representaria a cidade: "Sinto que fiz algo de bom para engrandecer minha terra natal e em toda minha vida sempre fiz questão de falar da cidade em que nasci", completa, agradecendo ao prefeito Alair Corrêa pela surpresa.
Sobre ter a cidade no roteiro para receber a Tocha Olímpica, isso não o surpreendeu: "Temos uma história linda e somos a sétima cidade mais antiga do Brasil", disse o 'Peixe', que em novembro do ano passado recebeu da Assembléia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj), a medalha Tiradentes pelos 400 anos de existência de Cabo Frio.
Apesar de todo clima de segurança que envolve este grandioso evento, sobre a violência que cresce assustadoramente na Região dos Lagos, um dos filhos mais ilustres da cidade foi enfático: "A violência está em toda parte e não vejo solução a curto prazo. Temos que orar e pedir proteção a Deus", diz citando como exemplo o fato de sua estátua, que fica na Praia do Forte, ter sido vandalizada pela quarta vez no começo deste ano.
Um dos fatos que mais o entristece é a falta de incentivo ao esporte: "Como todo brasileiro nós amamos o esporte e principalmente o futebol. Sabemos que é necessário um apoio maior o que não vem acontecendo na cidade. Como diz o ditado: o mar não está para 'peixe'", disse fazendo uma referência ao seu apelido.