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Profissionais da Educação entram em greve por tempo indeterminado

relogio min de leitura | Redação 14 de junho de 2016 - 11:00
 Professores reclamam de salários e das parcelas do 13º salário de 2015 que estão em atraso
Professores reclamam de salários e das parcelas do 13º salário de 2015 que estão em atraso -

Desde abril com os pagamentos atrasados, os professores da rede municipal de ensino de Cabo Frio entraram em greve, ontem. Eles estão sendo acompanhados pelos outros funcionários da educação, que também reivindicam os depósitos das parcelas do 13º salário em dia. Segundo o Sindicato dos Profissionais da Educação (Sepe), os pais serão chamados para reuniões nas escolas de seus filhos para esclarecer o movimento. Eles prometem greve por tempo indeterminado.

“As nossas reivindicações não mudam. Ainda estamos lutando para um calendário de pagamento, pelo 13º salário de 2015, que foi parcelado em cinco vezes e as duas últimas parcelas não foram pagas, e pelo pagamento do vale transporte. Temos uma gama de reivindicações que não estão sendo atendidas pelo poder público”, disse a coordenadora do Sepe Lagos, Denise Teixeira.

A greve dos professores se arrasta, desde dezembro do ano passado, com alguns intervalos de aulas.

Durante as paralisações, os profissionais também realizam manifestações para chamar atenção da população e das autoridades. Ainda não há previsão sobre a reposição das aulas. A assessoria de imprensa da Prefeitura de Cabo Frio informou, por meio de nota, que apesar dos quatro meses com os professores em greve, a data de pagamento acordada com o sindicato foi cumprida e que nenhum dia de trabalho daqueles que aderiram à greve foi descontado. Ainda segundo a nota, mesmo não pagando na data do vencimento, os atrasos não passaram de 15 dias.

“Este mês, vamos manter a data acordada, toda terceira terça-feira de cada mês, pois é quando recebemos as parcelas do Fundeb e ICMS. Isso porque nossa arrecadação continua baixa e vem diminuindo a cada mês. Por vivermos atrasos de, no máximo 15 dias, consideramos essa greve política, prejudicando assim os alunos de nossa rede municipal. Os regentes desta greve têm se manifestado contra o empréstimo, solicitado pela Prefeitura, pois sabem que nossa prioridade é o pagamento salarial dos nossos servidores e isso acontecendo, acabariam os motivos para greve”.

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