Unidade atende orientações da Saúde e estimula parto normal
O Ministério da Saúde acaba de lançar um protocolo para incentivar o parto normal. O documento traz orientações para os profissionais de saúde com o objetivo de reduzir o número de cesarianas no país. O Brasil está entre os países com número recorde de cesáreas. Um levantamento feito pela Organização Mundial da Saúde, com 194 países, aponta que o Brasil e a República Dominicana são os que têm o maior percentual de cesáreas. Cerca de 56% em média, só no ano passado. Falta de disponibilidade do médico, de leitos nos hospitais e até uma questão cultural, são os motivos que, segundo o Ministério da Saúde, levam o Brasil a ter um número exagerado de partos cirúrgicos. A comparação é ainda mais preocupante quando se observa os partos feitos nos hospitais particulares, onde 84% dos bebês nascem de cesárea, de acordo com o próprio Ministério da Saúde.
A boa notícia é que Cabo Frio foge a essa média nacional. No Hospital Municipal da Mulher, referência em maternidade na Região dos Lagos, dos 300 partos realizados por mês, apenas 20% são cesáreas, número bem próximo do recomendado pela Organização Mundial de Saúde, que é de 15%. “É lógico que o médico tem autonomia para avaliar e decidir o que é melhor para a mãe e para o bebê na hora do parto, mas uma cesariana feita sem necessidade pode provocar danos à saúde do bebê, aumentar os riscos de problemas respiratórios e até de mortalidade” explica a médica Maria Dejany Rodriguez, diretora do hospital.
O protocolo do Ministério da Saúde diz em que situações a cirurgia é recomendada.
Por exemplo: para prevenir a transmissão do vírus da Aids da mãe para o bebê; para mulheres que tiveram herpes no último trimestre de gestação; para gestantes que já fizeram três ou mais cesáreas; e para mulheres que ficaram com cicatriz vertical no útero por causa de uma cesárea anterior. Essas recomendações já são seguidas no Hospital da Mulher, que incentiva o parto normal, por meio de ações que aliviam a dor e ajudam na evolução da dilatação. As enfermeiras também orientam as mães e falam sobre os riscos da cesariana.