Empresa de investidor de criptomoedas morto em São Pedro da Aldeia encerra atividades

Wesley era o principal trader do negócio

Escrito por Redação 11/08/2021 17:06, atualizado em 11/08/2021 17:52
Wesley Pessano, de 19 anos, foi morto a tiros na última quarta-feira (4)
Wesley Pessano, de 19 anos, foi morto a tiros na última quarta-feira (4) . Foto: Reprodução/Redes Sociais

A Ares Consultoria, empresa da qual o investidor de criptomoedas Wesley Pessano, de 19 anos, era um dos sócios, encerrou as atividades. Wesley foi morto a tiros na última semana dentro de seu carro de luxo na cidade de São Pedro da Aldeia, na Região dos Lagos. 

O anúncio da Ares Consultoria e Investimentos foi feito pelas redes sociais, nesta terça-feira (10), quase uma semana após o crime.

"A Ares Consultoria, comunica aos seus clientes que, em virtude dos últimos acontecimentos, encerra por hora toda e qualquer capitação oriunda de seus clientes", informou nota.

A Ares também informou que estão sendo tomadas decisões sobre o futuro da empresa e os rumos que ela vai tomar depois do trágico acontecimento. Além de sócio, Wesley era o principal trader do negócio.

"Queremos tranquilizá-los em relação ao seu capital investido junto à empresa, porém precisamos de alguns dias para organização de cunho financeiro. Qualquer dúvida referente a pagamentos ou rentabilidade serão tratados diretamente pelo suporte ao cliente", finalizou.

Na última quarta-feira (4), Wesley, que morava em Cabo Frio, foi morto com pelo menos três tiros dentro do próprio carro, na Rua Marechal Castelo Branco, no bairro São João.

Presos e testemunhas

Um homem de 27 anos, que estava no banco do carona, foi ferido no braço e nas costas. Ele foi levado para um hospital de Araruama e será ouvido pela polícia. O carro da vítima, um Porsche vermelho, foi apreendido para perícia.

Uma força-tarefa da Polícia Civil prendeu três pessoas suspeitas de envolvimento no assassinato, na última segunda-feira (9).

Segundo a polícia, ainda não se sabe se o crime está ou não relacionado a criptomoedas. O delegado responsável pelo caso disse que, no entanto, nenhuma hipótese está sendo descartada. As investigações continuam para apurar o envolvimento de outras pessoas e a motivação do crime.

Gostou da matéria?
Compartilhe!

Veja também

Mais lidas