Instagram Facebook Twitter Whatsapp
Dólar R$ 5,0665 | Euro R$ 5,8376
Search

Alice no País das Maravilhas: 150 anos

relogio min de leitura | Redação 02 de agosto de 2015 - 15:37

Estamos em agosto de 2015. Há exatos 150 anos, nascia, uma das maiores obras da literatura universal, Alice no País das Maravilhas,reverenciada, inclusive, pela Rainha Vitória e pelo renomado escritor Oscar Wilde. Lewis Carrol é o pseudônimo do professor de matemática Charles Lutwidge Dodgson, o autor da saga da menina Alice. Quando criança, Lewis era um grande fã de magia e ilusionismo e cresceu apaixonado por truques e enigmas de lógica. Era gago e tímido, mas extravasou sua riqueza interior pela pena, escrevendo a obra que conquistou lugar de relevo no imaginário de muitas gerações do mundo.

Conta-se que a inspiração da famosa obra foi uma criança real chamada Alice Liddell que encantou o autor com sua graça de menina de sete anos,num passeio de barco pelo Tâmisa. Fazia parte do grupo, Robinson Duckworth e as três filhas do seu amigo, Harry Liddell. Para distraí-las durante o passeio, Lewis lhes contou a história de uma menina que rolava por um buraco e ia parar embaixo da terra, num mundo de fantasia, cheio de personagens excepcionais e deu, à protagonista do conto, o nome de Alice.A menina gostou tanto da história que pediu a Lewis Carrol que a escrevesse. Surgiu, assim, o primeiro manuscrito de As Aventuras Subterrâneas de Alice - Alice’s Adventures Underground. Isto aconteceu em 1862.

Este manuscrito chegou às mãos de George MacDonald, autor escocês, precursor em literatura de fantasia à época. George recebe o escrito e o lê para seus filhos que se encantam pela história. Entusiasmado pelo sucesso alcançado com as crianças, Lewis revisitou o texto e inseriu, nele, a cena do Chapeleiro Louco e o personagem do gato Cheshire. Daí, levou-o à publicação com um número de páginas duas vezes maior do que o que foi entregue a Alice Liddell. Entre o primeiro manuscrito e o enviado para publicação, passaram-se três anos. Assim, em julho de 1865, foi lançado Alice no País das Maravilhas e agora, em 2015, a extraordinária e sempre atual obra faz 150 anos de total sucesso, sendo um dos livros mais lidos, apreciados e estudados no mundo, tal sua genialidade e atemporalidade.

O encanto do conto se dá pelas situações de nonsense que acontecem nele. No início da narrativa, Alice se encontra sentada ao lado da irmã mais velha que lê um livro para adultos. E ela pensa: “E de que serve um livro sem gravuras nem diálogos?” Nesse momento, a menina vê passar um Coelho Branco de colete e relógio de bolso, apressado, olhando as horas, dizendo que é tarde e que está atrasado. Curiosa, Alice o segue e cai pelo buraco de sua toca. A queda vertiginosa nos leva, junto com ela, para o mundo da fantasia, um mundo onde quase nada é impossível. Mas, para se entrar no País das Maravilhas têm de se viver e aceitar mudanças a cada minuto, principalmente em relação a tamanho: “estar grande” ou “estar pequena”, dependendo da situação. Alice cresce e diminui incontáveis vezes, sem saber, inclusive, quem ela é e precisa dar conta deste espanto e resolver os problemas que vão aparecendo no seu caminho.

As situações que a menina vivencia são tão inusitadas como as instabilidades que afligem a todos nós, frente a inúmeros sentimentos que vivemos no decorrer de nossa existência. Alice no País das Maravilhas é leitura para todas as idades, pois não há tempo nem hora para nos espantar diante do desconhecido nem para nos encontrar,refletidos, a cada dia, diante de um espelho multifacetado, único e indistinto.

Matérias Relacionadas