CPI dos Lixões discute situação de Itaoca e direitos de ex-catadores

Vereadora Lucinha exigiu mais informações sobre Itaoca
Foto: Kiko CharretPor Elena Wesley
Destinada a abordar o lixão de Itaoca com exclusividade, a audiência pública realizada ontem, pela Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) dos Lixões na Assembleia Legislativa recebeu, pela primeira vez, representantes da Prefeitura de São Gonçalo e da empresa Foxx Haztec, que administra o aterro sanitário de São Gonçalo.
Apesar das quatro horas de duração do encontro, pouco foi concluído. O secretário municipal de Infraestrutura e Urbanismo, Francisco Rangel, e o diretor de saneamento ambiental, Glaucio Teixeira, alegaram que a construção de 1,2 mil casas, previstas a partir do Programa “Minha Casa Minha Vida” estagnou na fase de terraplanagem devido a não liberação do investimento de R$250 milhões pela Caixa Econômica Federal. Os representantes se comprometeram a providenciar mais dados relacionados ao projeto de moradia e à assistência prestada pelo município quanto à assistência médica aos ex-catadores.
O diretor de operações da Haztec, João Audi, apresentou as contrapartidas executadas pela empresa, conforme exigência do Instituto Estadual de Ambiente (Inea). Segundo ele, faltam a creche e as 40 casas, que dependem da concessão de terreno por parte da Prefeitura.
O líder comunitário Adeir da Silva, o Nem, reivindicou providências da CPI junto à Petrobras em relação à estrada aberta pelo Comperj. O deputado Sadinoel (PT), que preside a CPI, garantiu, mais duas audiências para Itaoca.