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Prefeitura investe em inclusão

Em 2014, 228 pessoas com deficiência foram encaminhadas ao mercado de trabalho em São Gonçalo

relogio min de leitura | Escrito por Redação | 11 de setembro de 2015 - 20:50

Pablo de Castro conseguiu vaga no Laboratório B Braun através da subsecretaria

Foto: Divulgação

A Prefeitura de São Gonçalo está investindo em políticas de inclusão. De acordo com o prefeito Neilton Mulim, durante o seu governo, “já foram implantadas uma série de ações em prol da inclusão das pessoas com deficiência”. No quesito empregabilidade, desde o início de 2014, a Prefeitura, através da Subsecretaria de Pessoa com Deficiência, encaminhou para o mercado de trabalho 228 pessoas com necessidades especiais. Em 2015, novas parcerias foram firmadas e irão gerar mais 343 vagas.

A iniciativa visa cumprir o artigo 93 da lei 8.213/93, que diz que empresas com 100 ou mais empregados são obrigadas a ter em seu quadro de funcionários de 2% a 5% de pessoas com deficiência. Para o subsecretário da pasta, Anderson Lopes, a iniciativa ajuda a desmistificar o senso comum de que as pessoas com deficiência são incapazes em suas limitações.

“Nós procuramos as empresas e firmamos um convênio, onde encaminhamos os currículos cadastrados aqui na secretaria. Acreditamos no potencial de cada um, e como governo, estamos aqui para servir a população. Além disso, também oferecemos cursos profissionalizantes para que essas pessoas cheguem ao mercado de trabalho preparadas. O retorno tem sido positivo e as próprias empresas têm nos procurado”, ressaltou Anderson.

Pablo de Castro Sarzedas, de 33 anos, deficiente auditivo, que trabalha há sete meses no laboratório Bbraun no setor administrativo, foi uma das 228 pessoas que a secretaria encaminhou para o mercado de trabalho. Morador do bairro Boassu, atualmente mora com a mãe, a aposentada Ana Maria de Oliveira Castro, 64, e o filho Bernardo, de quatro anos. Ele relata que apesar do preconceito que ainda existe, esta nunca foi uma dificuldade em sua vida profissional.

“Me sinto bem em trabalhar em um lugar aonde vejo outras pessoas iguais a mim. Trabalho desde os 18 anos e sempre fui bem acolhido nos locais por onde passei. O que eu vejo ainda como dificuldade é a falta de profissionais capacitados, principalmente no momento da entrevista. Já perdi muitas vagas de emprego por falta de intérpretes no momento da entrevista, mesmo sabendo que era capacitado para a vaga”, destacou.

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