Nivaldo Mulim visita UTR de Arroio Fundo

Além de Nivaldo, membros da comissão de saneamento e o ambientalista David Zee foram ao local
A Comissão de Saneamento Ambiental da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) vistoriou, na manhã da última sexta-feira, a Unidade de Tratamento de Rios de Arroio Fundo, na Barra da Tijuca. A visita teve o objetivo de ver de perto o funcionamento da unidade e apreciar a proposta concreta que considera as UTRs a alternativa complementar para a despoluição da Baía de Guanabara.
“Tenho certeza que foi importante, tanto para mim, que estou à frente da comissão, quanto para o deputado Flávio Serafini, que preside a Comissão Especial da Baía de Guanabara, e para o deputado Tiago Mohamed, que é membro de ambas as comissões ter visitado a UTR. Estamos com os jogos olímpicos às portas e precisamos de uma ação alternativa que ajude a melhorar a qualidade das águas da Baía de Guanabara”, disse o presidente da Comissão de Saneamento, deputado Nivaldo Mulim.
Acompanhando a vistoria, o diretor de obras da Rio Águas, Cláudio Barcelos, salientou que as UTRs não substituem o saneamento tradicional, mas sua ação é importante para a melhoria imediata da qualidade das águas dos rios que desembocam nas baías, lagoas e praias.
O especialista e oceanógrafo da Universidade do Estado do Rio (Uerj), David Zee, defende a ação das UTRs como medida alternativa e complementar ao saneamento, que é demorado e caro.
“O saneamento tradicional precisa acontecer, mas enquanto ele não ocorre de maneira satisfatória, é necessária uma ação complementar. Há anos se discute saneamento e a poluição da Baía de Guanabara e pouco se evoluiu. É necessário fazermos de fato algo diferente. Isso irá assegurar a realização e o sucesso das Olimpíadas no Rio e garantir a melhoria na qualidade de vida de toda população fluminense. É, sobretudo, questão de saúde pública”, disse David Zee.
UTRs podem ser solução
A construção de nove unidades de Tratamento de Rios (UTRs) que deságuam na Baía de Guanabara seria a solução para despoluir 90% das águas da baía. “Em 12 meses, essas UTRs ficariam prontas e, com certeza, até os Jogos Olímpicos, teríamos boa parte da baía despoluída”, assegurou David Zee.
As UTRs seriam instaladas nos canais do Mangue e do Cunha e nos rios Irajá, Pavuna, Meriti, Sarapuí, Iguaçu, Guaxindiba e Boassu e custariam cerca de R$500 milhões. Para Nivaldo Mulim, a falta de recursos do Governo do Estado impede o início das obras. “Vamos mediar uma conversa entre Governo e o Ministério dos Esportes para pedir recursos para as obras. É necessário que aja uma ação conjunta”, disse Mulim.
A UTR de Arroio Fundo começou a funcionar em 2010 e é responsável, mensalmente, pela remoção de 2100 toneladas de areia, 700 toneladas de lodo e 170 toneladas de lixo do rio onde está instalada. O processo de despoluição conta com 5 etapas: retenção de sedimentos, remoção do lixo flutuante, injeção de coagulantes, sistema de micro-aeração da água e a remoção do lodo. A UTR tem capacidade para tratar 1.800 litros por segundo.