Comissão investiga creches
Secretaria de Educação monta grupo para apurar desvio de verbas na merenda

A Obra Social Bem Viver, no Lindo parque, está sendo investigada pela Fazendária
Foto: Alex RamosPor Daniela Scaffo e Camilla Galeano
A Secretaria Municipal de Educação instituiu a Comissão Permanente de Sindicância Administrativa para apurar os supostos desvios, realizados por creches conveniadas à Prefeitura de São Gonçalo, de recursos públicos que eram destinados à alimentação das crianças. A medida foi publicada na edição de ontem dos Atos Oficiais do Município.
A comissão vai investigar as seguintes creches envolvidas no caso: Associação Assistencial Educacional Macadeski, em Trindade; Creche Comunitária Yaveh Shamah, no Barro Vermelho; Instituto Raiz do Futuro, em Jardim Catarina; Instituto Social Sônia Gouvêa Faria, em Monjolos; Obra Social Bem Viver, no Lindo Parque; Obra Social do Bairro das Palmeiras; Obra Social Tia Lili Educandário, no Porto do Rosa; e Obra Social em Colubandê Centro de Educação Primeiro Amor.
A equipe de reportagem de O SÃO GONÇALO esteve nas creches na manhã de segunda-feira, quando foi realizada uma operação de busca e apreensão de documentos das entidades pela Delegacia Fazendária (Delefaz), e constatou que algumas não se tratavam realmente de ensino infantil, como a Associação Assistencial Educacional Macadeski, onde são ministrados cursos profissionalizantes, e outras não funcionavam mais há aproximadamente um ano, como é o caso da Obra Social Colubandê Primeiro Amor.
A comissão tem um prazo de 30 dias para concluir seus trabalhos, podendo, justificadamente, ser prorrogado uma única vez por igual período. Para compô-la ficam nomeados três servidores. A secretária de Educação, Vaneli Chaves, colocou a pasta à disposição da Polícia e do Ministério Público, deixando toda a documentação das instituições disponível para as averiguações.
Investigação - De acordo com informações da Delegacia Fazendária, os documentos apreendidos estão sendo analisado. As apurações das supostas irregularidades estão em andamento.
A investigação da especializada apontou que a fraude envolveria os diretores das creches e pessoas ligadas a empresas que emitem notas fiscais. Cerca de R$ 5,2 milhões foram desviados do município de São Gonçalo e mais de 700 crianças não tiveram o atendimento adequado. Os envolvidos podem responder por fraude em licitação.