Natal feliz para servidores
Câmara Municipal de São Gonçalo aprova Plano de Cargos e Salários após 33 anos

Presidente da Casa, Diney Marins, disse que a proposta não acarretará em novos gastos
Foto: Luiz NicolellaFuncionários da Câmara de Vereadores de São Gonçalo ganharam um presente de Natal esperado há mais de 30 anos. Os parlamentares aprovaram,na última semana, o Plano de Cargos e Salários que vai reestruturar o quadro de servidores, a partir da criação, transformação e extinção de cargos administrativos.
Desenvolvido pela Comissão de Reforma Administrativa criada pela Casa, o texto foi analisado por setores técnicos, a fim de comprovar a compatibilidade das regras com a Constituição e a Lei de Responsabilidade Fiscal e, principalmente, avaliar o impacto financeiro da proposta.
O presidente da Casa, Diney Marins (PSB), destacou as medidas do projeto que dispõem sobre extinção de cargos obsoletos e criação de novos, por meio de concurso público. Segundo o vereador, a proposta foi elaborada de forma a não acarretar novas despesas, o que poderia onerar a folha.
“O plano estabelece padrões e critérios de evolução funcional aos servidores, possibilita o reconhecimento por seu desempenho e qualificação profissional, além de criar bases de uma política de recursos humanos capaz de conduzir de forma eficaz o desempenho, a qualidade, a produtividade e o comprometimento do servidor com os resultados de seu trabalho”, ressaltou Diney.
Desde 1982 sem realizar concurso público, a Câmara possui 55 servidores com mais de 30 anos de serviço. “Os salários eram muito baixos e não havia um plano de reposição ou de cargos. Os vereadores se sensibilizaram com a situação de funcionários às vésperas da aposentadoria”, afirmou o chefe de cerimonial, Osvaldo Mourão, que completa 34 anos de serviço em março, mês em que o plano começa a vigorar.
O analista de sistemas Ronaldo Freitas, que integrou a comissão, destacou o tempo em que a reivindicação esteve em pauta. “São cinco anos lutando, mas só agora encontramos apoio. Somamos mais de 30 anos de perdas salariais”, enfatizou o presidente da Associação dos Servidores do Legislativo Gonçalense.