Barcas não terão aumento
Secretário de Transportes diz que governador vetará preço da passagem a R$ 10

Carlos Roberto Osório afirmou que governador não quer o impacto de novo aumento
Foto: Leonardo FerrazPor Rafaella Gagliardi
O reajuste no preço da tarifa das barcas será vetado pelo governador Luiz Fernando Pezão. A informação partiu do secretário de Transportes do Estado, Carlos Roberto Osório, durante visita, ontem, em São Paulo, à empresa que assumirá a administração da Ponte Rio-Niterói. O aumento, solicitado pela concessionária CCR Barcas à Agetransp, a agência reguladora dos serviços de transporte, elevaria o valor da passagem Niterói-Praça XV a R$ 10.
A concessionária CCR Barcas já havia sido autorizada, em dezembro, a cobrar R$ 5 pela passagem a partir de fevereiro.
“O governador não quer que haja mais esse impacto para a população. Já houve o reajuste anual”, explicou Osório.
De acordo com o secretário, o contrato de concessão prevê uma revisão no valor das tarifas a cada cinco anos para garantir o equilíbrio da operação. No entanto, mesmo com o aumento de fevereiro, a concessionária alega estar em crise financeira e que os R$ 5 não são suficientes para compor seus gastos.
Mobilidade urbana - Foi revogado por mais um ano o prazo para apresentação do plano de mobilidade urbana dos municípios do Rio de Janeiro. Por conta disso, os secretários de transporte e planejamento urbano da Região Metropolitana se reúnem, hoje, às 14h, na Associação Comercial do Rio de Janeiro para discutir seus projetos com um representante do Ministério das Cidades.
De acordo com Carlos Roberto Osório, a reunião é muito importante porque as decisões terão que ser tomadas em conjunto.
“Não adianta a cidade de São Gonçalo fazer o seu planejamento sem saber o que Niterói e Itaboraí estão traçando para os seus municípios, assim como Mesquita e São João de Meriti”, explicou o secretário. “O Plano de Transporte Urbano (PDTU) vai servir de base para o plano municipais”, completou.
Segundo o secretário, por lei os municípios que não enviarem o plano não receberão verbas e financiamentos do Ministério das Cidades para a área de mobilidade urbana.