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Pastor Everaldo pede clemência e misericórdia durante depoimento no tribunal que julga impeachment de Witzel

Ele preferiu ficar em silêncio durante grande parte das perguntas feitas pelo desembargador

relogio min de leitura | Escrito por Redação | 17 de dezembro de 2020 - 17:18
Pastor pediu misericórdia pelo filho internado com Covid-19
Pastor pediu misericórdia pelo filho internado com Covid-19 -

Everaldo Dias Pereira, o Pastor Everaldo, preso desde agosto em uma operação que apurou desvios na Saúde do Rio de Janeiro, ficou em silêncio durante a maioria das perguntas da oitiva, que aconteceu nesta quinta-feira (17), em sessão do Tribunal Especial Misto com o Tribunal de Justiça do Rio (TJRJ), que julga o impeachment do governador afastado Wilson Witzel.

Everaldo alegou que, por ser réu no Supremo Tribunal de Justiça, não poderia prejudicar sua defesa no processo. Ele é uma das testemunhas que devem depor no caso do impeachment do governador. Em um dado momento, houve bate-boca com o presidente do TJ, Cláudio de Mello Tavares.

Em sua declaração, o pastor pediu clemência e misericórdia, mas ressaltou que não responderia às perguntas.

"Tenho o maior respeito por esse tribunal, mas não estou em condições de prestar nenhum depoimento. Sou réu perante o Supremo Tribunal de Justiça (STJ) pelos mesmos fatos que são apurados nesse processo. Meu foco é me defender. Estou preso há 112 dias no meu ponto de vista indevidamente. Não tive oportunidade de ver meu filho, que está com covid. É uma situação muito difícil. Peço perdão aos senhores, peço clemência, misericórdia, mas não posso responder às perguntas", disse Everaldo.

Após a declaração, o desembargador continuou a fazer perguntas, mas o pastor recusou-se novamente a respondê-las. “Mais uma vez pedindo misericórdia, perdão, clemência, eu não tenho como falar, pois sou réu sobre o mesmo assunto”, pediu.

“Eu estou com o filho com Covid no hospital, internado, pode morrer a qualquer hora”, disse o pastor ao tentar justificar que está em um período emocional ruim.

Cláudio de Mello Tavares insistiu novamente para que os questionamentos fossem respondidos. “Isso eu não posso aceitar! O senhor responda às perguntas”, disse.

Além dos pastor Everaldo, Lucas Tristão, Luiz Roberto Martins também prestaram depoimento via videoconferência. Já Gabriell Neves respondeu presencialmente. Os quatro utilizaram o mesmo argumento do processo no STJ para não responder algumas perguntas. 

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