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Deputados querem impedir que colégio particular adote pronome neutro

Deputados do PSL levaram discussão para Alerj

relogio min de leitura | Escrito por Redação | 12 de novembro de 2020 - 21:20
Imagem ilustrativa da imagem Deputados querem impedir que colégio particular adote pronome neutro

Uma  decisão do Colégio Liceu Franco Brasileiro, em Laranjeiras, no Rio, está causando muita discussão. É que o colégio emitiu uma nota circular, nesta quarta-feira, 11, onde informa aos pais dos alunos que irá adotar o pronome neutro para que professores e estudantes manifestem livremente sua identidade de gênero.

"Renovando diariamente nosso compromisso com a promoção do respeito à diversidade e da valorização das diferenças no ambiente escolas, tornamos público o suporte institucional à adoção de estratégias gramaticais de neutralização de gênero em nossos espaços formais e informais de aprendizagem”, afirma o comunicado", diz o comunicado.

A decisão da instituição, que é privada, não agradou deputados do PSL, que acreditam que a iniciativa da escola “não traz nenhum benefício aos alunos e dilapida o patrimônio gramatical”. O projeto de lei determina “Medidas protetivas ao direito dos estudantes do estado do Rio de Janeiro ao aprendizado da Língua Portuguesa, de acordo com as normas cultas e orientações legais de ensino”. Os autores da proposta são os deputados Marcio Gualberto e Anderson Moraes, do PSL. 

O projeto de lei ainda determina que “fica expressamente proibida a denominada ‘linguagem neutra’ na grade curricular e no material didático de instituições de ensino públicas ou privadas, assim como em editais de concursos públicos“.

Após a decisão ter repercutido nas redes sociais, a escola emitiu comunicado "vai promover encontros com a comunidade escolar para debater e aprofundar a reflexão sobre o tema”. A unidade ainda afirma que a escolha do gênero neutro no tratamento pessoal não interfere no ensino de gramática. 

"Em comunicado recente, o colégio afirmou o respeito à autonomia de professores e alunos no uso da neutralização de gênero gramatical na escola. Em nenhum momento, informou que passaria adotar essa prática em avaliações e em sua comunicação oficial. O Liceu Franco-Brasileiro, portanto, reafirma que continuará a seguir o padrão da norma culta do português, como tem feito desde sua fundação. Como demonstração disso, comunicados e avaliações desta semana usaram os termos “alunos” e “alunas”, diz o comunicado.

Colégio tem histórico progressista

Essa não é a primeira medida da instituição considerada como progressista. No site do colégio, eles afirmam que possuem um Comitê de Diversidade e Inclusão que tem como objetivo  "propor discussões e políticas internas sobre questões relativas às temáticas das relações étnico-raciais, gênero, sexualidade, pessoas com deficiência e voluntariado. A iniciativa busca intensificar a reflexão acerca desses temas a partir de perspectivas diversas: sociocultural, histórica, educacional e política”.

Linguagem neutra

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A linguagem neutra é uma forma de acolher pessoas que não se identificam com nenhum dos sexos, conhecidas como não-binárias. Para isso, o “e”, o “x” ou “@“ são utilizados para eliminar o gênero de palavras. Por exemplo, a palavra “menino” é escrita “menine” e pronunciada da mesma forma. Essa linguagem já é adotada por alguns colégios no Brasil, é defendida pela ala mais progressista de parlamentares do Congresso e inclusive já defendida pela própria Organização das Nações Unidas (ONU).

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