Witzel entrega defesa em tribunal misto que analisa pedido de impeachment

O prazo de entrega do documento era até hoje

Enviado Direto da Redação
Wilson Witzel

Wilson Witzel

Foto: Gabriel Monteiro / Agência O Globo

Nesta segunda-feira (19), às 17h, o governador afastado do Rio de Janeiro, Wilson Witzel (PSC) entregou um documento que expõe sua defesa no tribunal misto que julga o seu pedido de impeachment. Witzel tinha até está terça-feira (20) para entregar sua argumentação. Com isso, também a partir de hoje, se inicia um prazo de 10 dias para o relator do processo, deputado Waldeck Carneiro (PT), dispor um novo parecer.


A defesa do governador afirma que ele jamais se envolveu nas contratações da organização social Iabas para a construção dos hospitais de campanha para o combate à pandemia da Covid-19. O relatório do deputado Rodrigo Bacellar (PSD) aprovado na Alerj indica prováveis irregularidades na contratação da OS como uma das bases do requerimento de impeachment. De acordo com a defesa de Witzel, há "absoluta ausência de provas/indícios contra o Governador, a gerar inclusive a inépcia das denúncias".


Também foi argumentado pela defesa que o contrato com a Iabas foi acordado pelo subsecretário de saúde Gabriel Neves no dia 3 de abril e só foi submetido à Subsecretaria Jurídica no dia 20 do mesmo mês. A subsecretaria teria, então, opinado pela elaboração de uma investigação para averiguar supostas irregularidades.


Além disso, a defesa contestou um trecho do relatório de Barcellar que aponta que "Witzel 'tinha o comando' da estrutura que deu suporte a fraudes na Secretaria de Estado de Saúde, tendo criado uma estrutura hierárquica para a prática de delitos dentro da estrutura do poder executivo fluminense".


Segundo a defesa "não foi anexada às denúncias nenhuma prova, nem mesmo indiciária, que pudesse demonstrar qualquer relação do Governador com o suposto esquema de corrupção, relacionado à contratação do IABAS". O documento rebate, ainda, a suspeita de que as ações do governador teriam privilegiado o empresário Mario Peixoto, em troca de contratos com Helena Witzel, mulher do governador afastado.

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