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Crivella articula com aliados barrar impeachment na Câmara

O legislativo decide se abre o processo nesta quinta-feira (3)

relogio min de leitura | Redação 02 de setembro de 2020 - 09:54
A Casa Legislativa irá decidir nesta quinta-feira (3) se aceitará ou não a tramitação do processo
A Casa Legislativa irá decidir nesta quinta-feira (3) se aceitará ou não a tramitação do processo -

Em um cenário completamente diferente do que enfrentou em 2019, quando teve um pedido de impeachment negado pela Câmara dos Vereadores do Rio, Crivella agora enfrenta dois processos de afastamento. Um deles é assinado pela deputada estadual Renata Souza (Psol), pré-candidata à prefeitura, e outro pelo vereador Átila A. Nunes (DEM). Os dois documentos foram apresentados após a denúncia da TV Globo sobre o uso de funcionários comissionados pelo prefeito para impedir a apuração da imprensa na porta de hospitais públicos.

A Casa Legislativa irá decidir nesta quinta-feira (3), se aceitará ou não a tramitação do processo de afastamento do chefe do executivo da Capital. Para que a denúncia siga adiante, é necessária a aprovação da maioria dos vereadores presentes, ou seja, 26 votos no total.

No entanto, Crivella também conta com o apoio de alguns parlamentares aliados, que além de serem integrante do governo, tentam encontrar uma forma para que o pedido seja rejeitado. A articulação entre Crivella e seus aliados nesta quarta-feira (2), véspera da votação, é intensa. No entanto, até mesmo seus aliados julgam a situação como 'flagrante e complicada'.

Os pedidos de afastamento de Crivella surgiram após uma reportagem da TV Globo mostrar que o prefeito teria utilizado verbas públicas para atrapalhar a apuração da imprensa nas portas de hospitais públicos. Entre as provas, estava o grupo formado em WhatsApp chamado 'Guardiões do Crivella', que era usado para coordenar as ações do grupo contra a imprensa, e tinha a participação do prefeito e seu vice.

Em seu pedido, a deputada Renata Souza argumenta que a existência desse grupo configura 'flagrante de inobservância dos princípios de probidade administrativa, em especial honestidade, imparcialidade e legalidade, além de um possibilidade de crime por responsabilidade. 

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