MP conclui investigação contra Flávio Bolsonaro sobre esquema da "rachadinha"
A investigação ocorreu em segredo judicial

A investigação do Ministério Público estadual (MPRJ) sobre o suposto esquema de "rachadinha" foi concluída. A informação foi divulgada na última segunda-feira (31). Com isso, o MPRJ pode decidir se pretende ou não denunciar o filho de Jair Bolsonaro. No esquema de "rachadinha", os assessores entregavam parte de seus salários para Flávio ou algum de seus aliados, segundo acusações. Fabrício Queiroz, que na época era assessor de Flávio, está na prisão por causa do caso. Nessa investigação, Flávio foi investigado por lavagem de dinheiro, peculato e organização criminosa. As informações são do Estadão Conteúdo.
O processo de investigação da "rachadinha" corria na primeira instância, na 27ª Vara Criminal do Rio, e era feita pelo Grupo de Atuação Especializada no Combate à Corrupção (Gaecc/MPRJ). No entanto, o Tribunal de Justiça do Rio (TJRJ) logo concedeu o foro privilegiado a Flávio por ele ter sido deputado. A partir daí, ele foi julgado na segunda instância e o caso passou para a 27ª Vara para o Órgão Especial do TJRJ. A investigação, então, passou a ficar na mãos do procurador-geral de Justiça, Eduardo Gussem, que é o único que pode fazer a denúncia oficial contra Flávio.
Gussem já está com o resultado das investigações em mãos e ele deve decidir o futuro do filho do presidente do país. Como afirmado anteriormente, as investigações e os resultados não foram divulgados já que correm em segredo de Justiça por causa do foro privilegiado do ex-deputado.
Sobre esse foro privilegiado, o MPRJ tentou recorrer sobre a situação, mas ainda não obteve respostas.
Agora, resta saber se o MP vai denunciar Flávio diretamente ao Órgão Especial do TJRJ, como é de lei, ou vai esperar a decisão do STF para saber se o processo retornará para a primeira instância.
Em nota, a defesa de Flávio Bolsonaro informou que não é verdade que a investigação foi concluída na última segunda-feira (31).
"Não é verdade que a investigação tenha sido concluída nesta data. Ela já havia se encerrado com a oitiva do senador", afirmou a defesa. "Os promotores do Gaecc manobraram para encontrar uma saída honrosa do Grupo da condução dos trabalhos. O grupo não poderia investigar o senador Flávio Bolsonaro, o que acarretou uma representação no Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP) devido à designação espúria para que o referido grupo permanecesse investigando o parlamentar. O prazo terminaria nesta segunda-feira (31) para explicações do procurador-geral de Justiça. Existe ainda procedimento junto ao CNMP para apurar os constantes vazamentos do procedimento que tramita sob sigilo", concluíram os representantes do filho do presidente.