Impeachment de Witzel deve ser votado ainda no início de setembro
Processo deve ser julgado nas próximas duas semanas

O impeachment do governador Wilson Witzel deve retornar finalmente para ser julgado pela Alerj. O processo, que teve início no dia 10 de junho, parece que terá um desfecho ainda em setembro. É que, na última sexta-feira (28), o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, autorizou que o processo seja retomado e julgado pela mesma comissão especial da Alerj que estava trabalhando na decisão do impeachment anteriormente. Com isso, segundo o presidente da Alerj, André Ceciliano (PT), o impeachment do governador deverá ser votado em até duas semanas pelos membros do plenário. Vale lembrar que o governador também foi afastado de seu cargo na política pelo Superior Tribunal de Justiça.
É importante registrar que foi montada uma comissão especial na Alerj para analisar o caso do impeachment do governador desde o início do processo, no entanto, a defesa de Witzel alegou que essa comissão foi feita com irregularidades, avaliação que foi acatada por Dias Toffoli em uma liminar e fez com que todo o processo fosse atrasado. No entanto, apesar disso, a Procuradoria-Geral da República (PGR) recentemente deu um aval positivo para a comissão da Alerj e, por isso, o processo deve ser retomado.
Ceciliano acredita que Witzel deve apresentar sua defesa no caso e essa comissão especial deve dar uma resposta final até o próximo dia 10, finalizando o processo.
Witzel é um dos suspeitos de desviar dinheiro da Saúde na pandemia. Ele foi acusado também de montar uma organização criminosa dentro do governo do estado, que disputava o poder e buscava também desviar dinheiro dos cofres públicos.
Além dessa comissão, foi criado um outro grupo que vai analisar as acusações de desvio de dinheiro supostamente feitas por Witzel na área da saúde na pandemia. Esse novo grupo, que será comandado pela deputada e pré-candidata à Prefeitura Martha Rocha (PDT), pode ajudar em documentos e alegações que façam com que o processo de impeachment contra Witzel se torne mais forte.
Vale lembrar que André Ceciliano, juntamente com Rodrigo Bacellar, relator da comissão que vai julgar o afastamento de Witzel, foram acusados pelo ex-secretário de Saúde Edmar Santos, em sua delação premiada, de também terem se envolvido no desvio de dinheiro da Alerj para o Fundo Estadual de Saúde. Os dois receberiam o dinheiro por meio da prefeitura. Os dois afirmam que as acusações não são verdadeiras.