Defesa de Witzel pede troca de procuradora em processo de impeachment
A procuradora atual é Lindôra Araújo

O processo de impeachment do governador Wilson Witzel continua dando o que falar. Dessa vez, a defesa do governador entrou com um pedido afirmando que o parecer do Ministério Público Federal (MPF) não deveria ser da subprocuradora da República, Lindôra Araújo, que é a responsável por investigar desvios na área da saúde. Segundo os advogados do governador, outra pessoa deveria tomar essa decisão. O pedido da defesa do governador foi direcionado ao Supremo Tribunal Federal (STF).
Os advogados do governador afirmam que houve um desrespeito ao princípio do promotor natural. Eles alegam que Lindôra "não poderia ser direcionada ao caso porque ela não está vinculada à reclamação". "Teria que haver um sorteio entre os subprocuradores e não ter sido encaminhada a reclamação diretamente a ela", afirmou Manoel Peixinho, um dos advogados de Witzel.
"Ela está vinculada à investigação criminal e o processo de impeachment é de natureza jurídica diversa. Não há relação entre os dois processos", disse Peixinho.
O relator da reclamação apresentada à Corte feita pela defesa de Witzel é o ministro do STF Alexandre de Moraes, que também é um dos responsáveis por tentar suspender o processo de impeachment contra o governador na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj).
Witzel está sendo investigado na Operação Placebo, feita pela Polícia Federal e pelo Ministério Público Federal (MPF), que investiga supostas fraudes nos contratos de saúde durante a pandemia do novo coronavírus. Já com relação ao seu processo de impeachment na Alerj, que foi aprovado no dia 10 de junho, Witzel é julgado pelo crime de responsabilidade. A votação, que ocorreu de forma remota, contou com 69 parlamentares que aprovaram a abertura do processo contra ele, nenhum dos deputados em questão foi contra o impeachment de Witzel.
O STF ainda não se pronunciou sobre o novo pedido da defesa de Witzel.