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CPI da Alerj questiona representantes da Petrobras sobre andamento das obras

relogio min de leitura | Redação 28 de agosto de 2015 - 11:53

Deputados ouviram representantes da Petrobras em audiência

Para que a primeira refinaria do Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro (Comperj), em Itaboraí, possa funcionar, é necessária a conclusão de 15% da obra, o que custará cerca de U$ 2,3 bilhões. Segundo o diretor de Engenharia da Petrobras, Roberto Moro, ouvido pela Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Alerj, a empresa procura aporte no exterior.
A CPI foi criada para investigar as perdas econômicas e sociais que sofreu o Estado do Rio, nos últimos dez anos, por influência da gestão precária da estatal. Moro disse que a Petrobras irá gastar mais U$ 2 bilhões para concluir a construção da Unidade de Processamento de Gás Natural (UPGN). “Precisamos que uma empresa parceira injete U$ 2,3 bilhões, que a Petrobras não tem, para construir a chamada refinaria Trem 1”, disse o diretor. A obra pode ficar pronta em dois anos, após a parceria ser firmada. Caso contrário, a Petrobras deve concluir a construção com capital próprio após 2019, informou o diretor de Abastecimento, Jorge Celestino, também ouvido pela CPI. Quando estiver funcionando, a refinaria vai produzir derivados de diesel e querosene. Já foram gastos na Trem 1, U$ 11 bilhões. “Se convertermos para o real, faltam R$ 7 bilhões para a conclusão da Trem 1, o que, ao meu ver, é pouco para a empresa que tem, em seu Plano de Negócios, R$ 480 bilhões até 2019”, afirmou o presidente da CPI da Alerj, deputado Edson Albertassi (PMDB).

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